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Dezenas de pessoas prestam homenagem ao “vulto da cultura que foi Nicolau Breyner”

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Na Basílica da Estrela juntaram-se dezenas de pessoas no adeus ao ator. Além do antigo primeiro-ministro, também Pedro Granger, Virgílio Castelo, Luís Esparteiro, Glória de Matos, Júlio Isidro, Luís Aleluia e o crítico de teatro Tito Lívio prestaram homenagem

Pedro Passos Coelho, líder do PSD

Nicolau Breyner foi um “imenso talento e vulto da cultura que foi Nicolau Breyner”, que “tocou a todos”. O presidente do PSD referiu a amizade que tinha com o ator, cujo “talento irá permanecer pelos anos”.

Pedro Granger, ator

De lágrimas nos olhos, referiu-se a Nicolau Breyner como “um exemplo de vida”, que o ajudou “a descomplicar muita coisa”. “Foi talvez a pessoa com quem mais vezes almocei, que me ajudou a crescer nesta profissão, que nos enche, por vezes, o ego. Fiz com ele uma grande aprendizagem, nomeadamente no respeito pelos outros e pela diversidade de cada um”.

Virgílio Castelo, ator

“Um homem bondoso e humano, com uma energia muito positiva. Nicolau Breyner não precisava de se mostrar importante para ser importante, e foi importante para a nossa classe e para o desenvolvimento da arte de representar em Portugal”.

Herman José, apresentador e ator

Luís Esparteiro, ator

“A minha vida não seria a mesma sem o Nicolau, ele ficará para sempre no meu coração. O Nicolau Breyner foi o meu grande mentor e irei recordá-lo sempre como um irmão mais velho”.

Glória de Matos, atriz

Realçou “o sentido de humor” de Nicolau Breyner, que “não deve ser esquecido, pois a sociedade precisa de humor”. E lembrou que em situações de tensão, “o Nicolau, com duas ou três palavras, acalmava tudo com um sorriso nos lábios”.

Lourdes Norberto, atriz

Lembrou Nicolau Breyner como um homem que “tinha sempre projetos em mente, tinha sempre planos”. “Um homem bondoso, bem-disposto e sempre com vontade de rir”.

Ana Bola, atriz

“Nicolau Breyner é um artista absolutamente consensual”, que “nunca parou de trabalhar”, daí ser conhecido por várias gerações de portugueses, “que o veem como uma pessoa da família”. “Um homem decente e honesto, que tinha sempre uma enorme alegria e que deixa muita saudade”.

Miguel Dias, ator

“O Nicolau era uma escola, trabalhámos poucas vezes, mas sinto-o como família”.

António Sala, radialista

“Nunca o ouvi dizer mal de ninguém e, neste meio, isso é complicado”.

Helena Roseta, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

“Um homem que fazia rir e, ao mesmo tempo, enchia de ternura, e que já era um hábito entrar nas casas” das pessoas.

Luís Jardim, produtor musical

“Tornámo-nos amigos, como quase de infância, em cinco anos”.

Gabriela Canavilhas, antiga ministra da Cultura

Nicolau Breyner foi “o homem certo no momento certo”, na medida em que, disse, soube aproveitar as mudanças tecnológicas para transformar a arte narrativa.
“Elegante, muito educado, charmoso, mas mordaz e incisivo, sabia ir ao cerne da questão”.

António-Pedro Vasconcelos, realizador

Foi “um ator de cinema como há poucos”. “Ele é insubstituível. Era fabuloso a improvisar, porque o sabia fazer dentro da personagem”. Construía a personagem "com desenvoltura e desenvolvimento natural ao longo da narrativa fílmica".

Passaram ainda pela Basílica da Estrela, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Cultura, João Soares, que não prestaram declarações, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, e o ex-secretário de Estado da Cultura Jorge Barreto Xavier, o apresentador Júlio Isidro, o ator Luís Aleluia e o crítico de teatro Tito Lívio, o maestro António Victorino d'Almeida e o fadista Vicente da Câmara Pereira, os atores Octávio de Matos, José Raposo António Cordeiro, o apresentatador João Baião, as atrizes Manuela Maria e Alina Vaz, o fadista Pinto Basto, a jornalista e escritora Clara Pinto Correia, o antigo ministro da Cultura Pedro Roseta e o advogado Daniel Proença de Carvalho.

O funeral realiza-se na quarta-feira, a partir das 15h, com uma missa na Basílica, seguindo depois para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa, onde o corpo será cremado.