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Há nove meses que cinco obras de Bacon continuam a monte

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Francis Bacon bateu em 2013 todos os recordes de obras vendidas em leilão, quando o seu triptico “Três estudos de Lucien Freud” atingiu os 106 milhões de euros

Daniel Berehulak / Getty Images

Estão avaliadas em 30 milhões de euros e foram roubadas no centro de Madrid, da casa de um amigo e herdeiro do pintor. A polícia não tem parado de investigar mas ainda não revelou qualquer pista

A notícia foi avançada este fim de semana pelo jornal espanhol "El País". Há nove meses, J. C. B. , o nome de código do proprietário das cinco obras de Francis Bacon, terá saído de casa para tratar da sua vida e quando regressou os quadros tinham desparecido. E assim continuam. Ninguém conhece o seu paradeiro e o roubo está cada vez mais envolto em mistério, sendo já considerado um dos maiores furtos de arte contemporânea praticado em Espanha nas últimas décadas.

Não se imagina facilmente como é que cinco obras de um dos maiores pintores do século passado possam ter desaparecido assim. Mas parece certo que não aparecerão tão depressa no mercado leiloeiro. A cotação de Francis Bacon e a noção perfeita da sua assinatura não deixa que as pinturas apareçam sem uma origem marcada e uma proveniência legal. Muito provavelmente, será no mercado negro que os assaltantes venderão as peças que não deixaram rasto.

Os 30 milhões de euros por que foram avaliadas pode vir a ser acrescentado de muitos mais milhões na venda. Depende do comprador, da sua vontade de ter um Bacon e da capacidade de angariação de colecionadores por parte de quem atualmente detém as cinco pinturas.

Francis Bacon já fez história em 2013, quando então bateu todos os recordes de obras vendidas em leilão ao atingir com o seus "Três estudos de Lucien Freud", um tríptico que representa o companheiro de artes plásticas, os 106 milhões de euros. Foi nessa altura a obra mais cara alguma vez leiloada e Bacon passou a fazer definitivamente parte dos mais caros pintores do século XX.

Depois disso, só em 2015 Pablo Picasso conseguiu o recorde atual com "Les Femmes d'Alger", adquirido por 159,3 milhões de euros.