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A noite do Presidente. De “Marcelo, dás-me um autógrafo” até “O Único Homem” de Anselmo Ralph

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João Lima

O dia da tomada de posse do novo Presidente da República Portuguesa não terminou sem música. A Praça do Município, em Lisboa, encheu-se para ouvir os convidados de Marcelo Rebelo de Sousa, com Mariza, Paulo de Carvalho, Diogo Piçarra, HMB, José Cid, Pedro Abrunhosa e Anselmo Ralph a marcarem o ritmo

“Marcelo! Marcelo! Marcelo!” O nome do Presidente da República ouvia-se alto na noite fria de quarta-feira em Lisboa, mas o tom era diferente daquele que nos habituámos a ouvir em comícios ou outras ações de campanha. O timbre também era diferente. Quem mais se ouvia eram as crianças sentadas na frente da plateia. Entre os “Marcelo, dás-me um autógrafo?”, dos mais atrevidos lá se ouvia um “Senhor Presidente? Senhor Presidente?”. Marcelo Rebelo de Sousa foi a grande estrela da noite na Praça do Município, em Lisboa. O Presidente da República distribuiu autógrafos, tirou fotografias e ouviu música. Também a deu a ouvir.

João Lima

Foram vários os artistas que desfilaram pelo palco, com Mariza a calar toda uma praça quando cantou o hino nacional. Era já a sexta vez que “A Portuguesa” se fazia ouvir desde que o dia da tomada de posse de Marcelo começou. Seguiram-se outros sons, ritmos e vozes.

Entre nomes consagrados e outros mais jovens, os artistas ocuparam o palco durante toda a noite. Era a vez deles. Se Mariza ainda cantou duas das suas músicas, Paulo de Carvalho começou por ‘E Depois do Adeus’, música que anunciou o 25 de Abril. Sintomático dos tempos que correm e da necessidade de relembrar valores que por vezes tomamos como certos numa ainda jovem democracia.

João Lima

Depois, foi o tempo dos mais novos, de um Diogo Piçarra (que conquistou as fãs e que até tinha algumas groupies na plateia) até Anselmo Ralph, que também arrasta multidões. O cantor angolano não resistiu e disse que “se o Presidente fosse uma mulher, seria A Única Mulher, mas como é homem é O Único Homem”. Um elogio diferente.

João Lima

Antes também houve tempo para os HMB — que segundo Júlio Magalhães, diretor do Porto Canal que conduziu a noite, são uma das bandas preferidas do Presidente —, José Cid e Pedro Abrunhosa. Ninguém faltou, havia música “para todos os portugueses e portuguesas”.

João Lima

A noite terminou com os agradecimentos e Marcelo Rebelo de Sousa em palco com todos os artistas. Uma vénia chegou. Não houve discurso final. Havemos de ouvir o Presidente muitas vezes durante os próximos cinco anos. Desta vez será diferente (é quase certo).

João Lima

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