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Filme polaco triunfa no Fantasporto

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“The Lure” conta a história de duas sereias apaixonadas pelo mesmo homem

Palka Robert/ D.R.

“The Lure”, história de duas sereias apaixonadas pelo mesmo homem, venceu o Grande Prémio da 36ª edição do Fantasporto

A obra da realizadora polaca Agniesz Smoczynska “The Lure” foi a grande triunfadora da 36ª edição do Fantasporto, vencendo o Grande Prémio do cinema fantástico e ainda as distinções para melhor realizador, melhores efeitos especiais e melhor argumento.

Beatriz Pacheco Pereira, directora do festival, ao fazer o balanço da edição deste ano, destacou o facto de se tratar de um realizadora ainda muito jovem “da qual se espera muito”, recordando a propósito a lista de autores que chegaram ao grande público através deste festival, e que vão de Peter Jackson a Peter Greenaway ou de Quentin Tarantino a Lars von Trier.

O júri do cinema fantástico atribuiu, ainda, um prémio especial ao arrepiante “Queen of Spades”, do russo Svyatoslav Pogdayevsky. A curta-metragem mais assustadora foi justamente a que ganhou: “Blight”, do irlandês Brian Deane, sobre um exorcismo que não é o que parece.

No que respeita à semana dos realizadores, a distinção máxima foi para “The Open”, do francês Marc Lahore, que ganhou ainda os prémios para a melhor realização e melhor argumento. E que argumento! Que podem fazer os sobreviventes de uma interminável guerra mundial senão imaginar um torneio de ténis?

No que respeita à secção Orient Expresso, foi considerado o melhor filme “Deep Trap”, do coreano Kwon Hyung-Jin, sendo atribuído um prémio especial a “I am a Hero”, uma delirante fita de zombies do japonês Shinmbsuke Sato (também distinguida no prémio do Público).

O prémio da Crítica foi para “Prisoner X”, do canadiano Gauray Seth, uma interessante reflexão sobre o terrorismo e a tortura e no que respeita do júri do público este distinguiu, além do já referido filme japonês, o palpitante filme de fantasmas sueco “Sensoria” de Christian Hallman.

No balanço final do festival, Beatriz Pacheco Pereira recordou que, ainda que se esteja atualmente a trabalhar com um orçamento cinco vezes menor que o de 2014, “o Fantasporto continua a ser um embaixador de Portugal e do Porto”.