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Summavielle quer uma programação criteriosa para o CCB e atrair os jovens

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“Acho que é possível puxar pela juventude e ganhar público para a cultura, e é essa a missão do Centro Cultural de Belém“ e da Fundação CCB, realça o novo diretor do espaço

Elísio Summavielle, nomeado esta segunda-feira pelo ministro da Cultura para presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), afirma que pretende "uma programação criteriosa, mas abrangente" e quer atrair os jovens.

"Eu gosto de ver o Centro Cultural de Belém cheio de gente, eu acho que tem de haver uma programação criteriosa, claro, mas abrangente. Acho que os espaços públicos devem ser mais fruídos pelas pessoas, além dos auditórios, dos espaços expositivos e das galerias", disse esta manhã à agência Lusa.

"Acho que é possível puxar pela juventude e ganhar público para a cultura, e é essa a missão do CCB, e é essa a missão da Fundação CCB", realçou Elísio Summavielle.

Questionado sobre o convite de João Soares, o sucessor de António Lamas na presidência do Centro Cultural de Belém declarou: "O senhor ministro tinha várias personalidades em mente, mas a parir do momento em que fez a sua opção, e dada a relação antiga, longa e de confiança muito grande que tenho com o senhor ministro e ele relativamente a mim, não pude deixar de aceitar este desafio".

Um desafio que não implica o abandono da ideia do eixo Belém-Ajuda. "Eu não diria que é o abandono de uma ideia, eu diria que é de uma ideia de construção, de uma ideia que eu próprio, enquanto desempenhei outras funções, como secretário de Estado da Cultura, julgo que fui o primeiro a sentar à mesa todos os intervenientes [da zona] Belém-Ajuda. É óbvio e redundante que é necessário uma coordenação de esforços da criação de uma marca nessa zona da cidade", disse.

O nomeado presidente do CCB afirma pretender "obviamente aproveitar o trabalho positivo que nesse sentido que entretanto foi feito, é uma ideia que permanece", mas realça que "a prioridade é dar vida a um monumento nacional que é o CCB".

O historiador Elísio Summavielle foi secretário de Estado da Cultura no Governo de José Sócrates e diretor-geral do Património Cultural no Executivo de Pedro Passos Coelho.

Em fevereiro de 2012, foi nomeado diretor-geral do Património Cultural, sendo secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, cargo do qual se demitiu a 5 de novembro desse ano, após a saída do detentor da pasta.

Militante do PS, Elísio Summavielle, 59 anos, candidatou-se em 2013 à presidência da Câmara de Mafra, que veio a perder, apesar de o partido ter registado uma subida de votação.

Elísio Costa Santos Summavielle nasceu em Lisboa e é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com especialização em História da Arte.