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Quarteto 1111 reunido para relançamento do seu álbum de estreia

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O livreto da reedição fotografado na praia da Cresmina, Guincho

Miguel Augusto Silva/Armoniz

Uma reedição em vinil de "Quarteto 1111", de 1970, será o pretexto para José Cid voltar a tocar com os músicos que gravaram aquele álbum histórico

O Quarteto 1111 vai reunir-se na próxima segunda-feira para um concerto às 18h30 na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, a propósito do lançamento da reedição do seu primeiro álbum.

Trata-se de uma edição especial em vinil feita pela editora Armoniz, de Miguel Augusto Silva, e colocada à venda no último dia de 2015. “Quarteto 1111”, um dos mais importantes discos da história do rock em Portugal, foi originalmente editado em março de 1970 pela Valentim de Carvalho e iria ser alvo da censura por abordar temas como o racismo, a emigração e a Guerra Colonial.

A Armoniz fez uma prensagem audiófila do disco, em vinil de 180 gramas, reproduziu fielmente a famosa capa psicadélica e acrescentou-lhe um livreto de 12 páginas com textos em português e inglês com muita informação nova pesquisada por Miguel Augusto Silva, fotos inéditas e letras das canções. Uma edição de luxo, limitada a 500 exemplares numerados.

“Quarteto 1111” foi gravado por José Cid (teclas e voz), Mário Rui Terra (baixo), António Moniz Pereira (guitarra) e Michel Silveira (bateria). Teve uma edição em CD em 1998 e há muito que se encontra descatalogado. No concerto na SPA, que tem entrada livre, vão tocar José Cid, Michel Silveira, Mário Rui Terra (em guitarra) e Tózé Brito (baixo e voz). Lembremos que Mário Rui saiu da banda no final de 1969 por ter sido mobilizado para o Ultramar e entrou para o seu lugar Tózé Brito, que, inclusive, fez o primeiro concerto em que foram tocadas algumas canções do disco.

Este é o segundo título editado pela Armoniz na série “Portuguese Legendary Recordings”. O primeiro saiu em 2014 e foi uma reedição do álbum homónimo de estreia a solo de José Cid, um original de 1971.