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Morreu Umberto Eco

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O escritor, filósofo e semiótico italiano morreu em casa aos 84 anos

O escritor, filósofo e semiótico italiano, Umberto Eco, morreu em casa aos 84 anos, segundo as notícias que estão a ser avançadas pela imprensa italiana, com base em informações prestadas por familiares.

Não são indicadas as causas da morte.

Nasceu em Alessandria, Piemonte, Itália, a 5 de janeiro de 1932, filho de Giulio Eco e Giovanna Eco. Estudou Filosofia na Universidade de Turim.

Doutorou-se em Filosofia na Universidade de Turim, em 1956, com uma tese sobre “O Problema Estético em São Tomás” (de Aquino), sob orientação de Luigi Pareyson.

Dirigiu a Escola Superior de Ciências Humanas da Universidade de Bolonha onde ensinou Semiótica.

A sua vasta obra englobava também romances como “O Nome da Rosa”, que deu origem ao filme homónimo realizado por Jean-Jacques Annaud.

  • “Acontecerá algo terrível antes de se encontrar um equilíbrio.” Migração e refugiados, por Umberto Eco (1932-2016)

    Tinha 84 anos e deixou-nos esta sexta-feira. Falámos com ele não há muito, em abril de 2015. A entrevista era sobre livros, sobretudo o dele que estava para sair, e aconteceu num tempo em que esta crise de refugiados que nos entrou pelas notícias já existia mas sem o impacto destes dias - transformados pela imagem do naufrágio da humanidade simbolizado num menino morto numa praia. A entrevista era pois sobre livros, mas Umberto Eco falou sobre mais - incluindo este tema que o preocupava há muito, o da migração e dos refugiados. É uma reflexão dura: “A Europa irá mudar de cor. E isto é um processo que demorará muito tempo e custará imenso sangue”. Mas também com fé no outros homens - nos que estão e nos que vêm: “A migração produz a cor da Europa”