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Tempo de voltar a estalar o verniz

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AFP

Claire Foy vai interpretar o papel de rainha Isabel II durante a primeira temporada de “The Crown”. Com um orçamento de 135 milhões de euros, a biossérie é a maior produção de sempre para a Netflix. Nesta semana de ano novo, escrevemos sobre as séries que vão abanar com 2016

É do Reino Unido que vêm as boas-novas e “The Crown”, série que retrata a vida da Rainha Isabel II (e as suas ligações ao Governo), estreia já no próximo ano. Entre o Palácio de Buckingham e 10 Downing Street, haverá muita intriga para explorar (ou não fosse “Duas Casas, Duas Cortes, Uma Coroa” a assinatura do novo projeto da Netflix).

“The Crown”, do argumentista do filme “A Rainha” — que deu a Helen Mirren o óscar de melhor atriz —, é uma viagem a alguns dos períodos mais trágicos e difíceis da história do Reino Unido, mas a primeira temporada tem também espaço para o romance. A rainha casou em 1947 e um dos momentos altos dos primeiros capítulos será a reconstituição do seu matrimónio.

Sim, é verdade. Claire Foy foi a escolhida para interpretar o principal papel e as filmagens do casamento já aconteceram. Não foi possível rodar as cenas na Abadia de Westminster, mas a Catedral de Ely estará preparada a rigor para que a réplica da cerimónia — ocorrida a 20 de novembro de 1947 e que juntou a então princesa a Philip Mountbatten (interpretado por Matt Smith) — seja o mais parecida possível com a original.

10 Downing Street é uma das moradas mais célebres do mundo e a residência oficial do Primeiro Ministro britânico será um dos espaços-chave de “The Crown”

10 Downing Street é uma das moradas mais célebres do mundo e a residência oficial do Primeiro Ministro britânico será um dos espaços-chave de “The Crown”

Ben Pruchnie

Se o verniz estala a cada livro biográfico ou filme que se faz sobre os habitantes do Palácio de Buckingham, “The Crown” pode voltar a agitar as águas no seio da família real. Os últimos 60 anos estão carregados de decisões polémicas e vários escândalos, pelo que o clima da série deverá aquecer a cada nova temporada.

Um começo difícil

Poucos anos tinham passado desde a II Guerra Mundial quando Isabel subiu ao trono (a 6 de fevereiro de 1952) e a política tinha de ser encarada como algo prioritário. Deste modo, espera-se que as relações com o primeiro-ministro Winston Churchill (John Lithgow) sejam outro dos pontos fulcrais dos primeiros episódios (ainda sem data de estreia).

A vida entre Buckingham e Downing Street seguirá depois o seu rumo, ao longo de cinco temporadas futuras. De acordo com algumas estimativas, “The Crown” custará 100 milhões de libras (135 milhões de euros), tornando-se na maior produção de sempre para a Netflix.

  • (#3) “Mr. Robot”: Que se lixe a sociedade

    Elliot Alderson sabe de programação como ninguém, mas tem contra si as fracas capacidades sociais. É entre a luz e a sombra, ou o mal e o bem (exatamente por esta ordem), que tudo acontece em “Mr.Robot”. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre as séries que mexeram com 2015 e as que vão abanar com 2016

  • (#2) Uma família ainda mais moderna: os Pfefferman de "Transparent"

    Esta é uma série que nos abre os olhos e nos prepara para um mundo melhor (sem preconceitos de uns e medos de outros). "Transparent" é assim, uma lição de vida em duas temporadas — mas com muito humor à mistura. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre as séries que mexeram com 2015 e as que vão abanar com 2016

  • (#5) O homem que só sabe seis coisas: “Wayward Pines”, a série que ia ter uma única temporada

    “Ethan Burke acorda sem saber onde se encontra. Só sabe seis coisas: o nome do atual Presidente dos Estados Unidos, a aparência do rosto da mãe, que é capaz de tocar piano e de pilotar helicópteros, que tem 37 anos e que precisa de encontrar um hospital tão rápido quanto possível.” A trama abre assim e esta premissa virou fenómeno - e uma série de temporada única viu-se forçada a quebrar a própria regra. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre as séries que mexeram com 2015 e as que vão abanar com 2016