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(#7) Maravilhosamente diretas e descaradas como sempre: Pega Monstro, “Alfarroba”

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Créditos: Facebook das Pega Monstro

Rock cru e sujo, letras tão diretas quanto descaradas, uma energia que toma conta do corpo. “Alfarroba”, o segundo álbum das portuguesas Pega Monstro, é bom até ao tutano. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre 10 discos que fizeram deste ano um acontecimento melhor - é uma espécie de ranking, mas é sobretudo uma espécie de homenagem a quem nos dá canções

Helena Bento

Jornalista

Se "Pega Monstro" (2012) era um grande álbum, "Alfarroba", lançado em junho deste ano, não lhe fica nada atrás. Apesar de as Pega Monstro, formadas em 2010 pelas irmãs Maria e Júlia Reis, não serem propriamente peritas em gerar consensos, tendo sido inclusive criticadas quando saiu esse primeiro álbum homónimo - elas e quem escreveu sobre elas nas páginas dos jornais - já mostraram que se estão a marimbar para o que se tem dito por aí.

"Alfarroba", cujo título é uma espécie de homenagem aos verões passados em Lagos, no Algarve, como referiram numa entrevista, é a mais recente confirmação disso. As letras das canções continuam tão diretas quanto descaradas - "E eu, eu já não sei, o que é bom, o que é meu e o que é gay" ("Não Consegues"), "Eu já chorei, já chorei, já chorei por nada" ("Branca", o single), e "E és tu, já sei, não vou foder com mais ninguém" ("És Tu, Já Sei"). E o som que resulta daquela fusão impiedosa entre guitarra e bateria continua maravilhosamente sujo e furioso como sempre. "Fado D'Água Fria", penúltima faixa do álbum, acaba por fugir um bocadinho a isto (talvez mais do que um bocadinho), revelando-nos uma nova faceta das irmãs Maria e Júlia Reis, que o título ajuda desde logo a esclarecer. É ouvir.

  • (#10) Canções para eliminar resíduos: Mount Eerie, “Sauna”

    Phil Elverum decidiu mudar de vida depois de quatro meses na Noruega a viver sozinho numa cabana. Foi o melhor que nos aconteceu, a nós que lhe apreciamos as canções - e ele deu-nos novas este ano. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre 10 álbuns que fizeram de 2015 um acontecimento melhor - é uma espécie de ranking, mas é sobretudo uma espécie de homenagem a quem nos dá discos

  • (#9) Houve qualquer coisa neste disco: Beach House, “Thank Your Lucky Stars”

    Apanharam-nos desprevenidos: dois meses depois de terem lançado um disco deram-nos outro. Foram gravados ao mesmo momento mas escritos em alturas diferentes. Houve quem dissesse que o primeiro é a cabeça, a razão, a técnica, e que o segundo - que é este de que falamos - é o coração. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre 10 álbuns que fizeram de 2015 um acontecimento melhor - é uma espécie de ranking, mas é sobretudo uma espécie de homenagem a quem nos dá discos

  • (#8) Um disco assumidamente negro, mas não do género Radiohead: Kurt Vile, “B’lieve I'm Going Down”

    Kurt Vile é um tipo com boa pinta, de cabelos longos e solidão no corpo. É um fenómeno deste tempo e deste ano - tem daqueles álbuns que quase toda a gente celebrou em 2015. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre 10 discos que fizeram deste ano um acontecimento melhor - é uma espécie de ranking, mas é sobretudo uma espécie de homenagem a quem nos dá canções