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(#9) Houve qualquer coisa neste disco: Beach House, “Thank Your Lucky Stars”

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A capa do novo disco

Apanharam-nos desprevenidos: dois meses depois de terem lançado um disco deram-nos outro. Foram gravados ao mesmo momento mas escritos em alturas diferentes. Houve quem dissesse que o primeiro é a cabeça, a razão, a técnica, e que o segundo - que é este de que falamos - é o coração. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre 10 álbuns que fizeram de 2015 um acontecimento melhor - é uma espécie de ranking, mas é sobretudo uma espécie de homenagem a quem nos dá discos

Helena Bento

Jornalista

"Thank Your Lucky Stars", sexto álbum dos norte-americanos Beach House, foi lançado de surpresa dois meses depois de "Depression Cherry". Por isso, é bem provável que tão cedo não venha a conseguir livrar-se do facto de ter sido o segundo e de ter vindo atrelado a "Depression Cherry". Mas isso não parece ser o ponto mais importante disto tudo, pelo menos para Victoria Legrand e Alex Scally.

Eles já deixaram claro que se trata de álbuns diferentes (apesar de terem sido gravados na mesma altura), com registos que, embora se assemelhem, são essencialmente distintos. Também explicaram que "houve qualquer coisa neste disco" - além de uma "componente política" que nunca tinham explorado até agora - que fez com que o quisessem lançar sem terem de esperar por uma altura comercialmente mais viável, promovê-lo, etc. "Quisemos simplesmente que fizesse parte do mundo, que existisse." Foi isso. James Rettig, crítico de músico do site “Stereogum”, fez uma comparação feliz entre os dois álbuns - “Depression Cherry” é a cabeça, a razão, a técnica, e “Thank Your Lucky Stars” é o coração - os sentimentos e as emoções à fina flor da pele. Em "All Your Yeahs", terceira faixa do álbum, Victoria canta: "And when they ask us / Are we happy inside / We're a roller coaster / We're fire in the night".

  • (#10) Canções para eliminar resíduos: Mount Eerie, “Sauna”

    Phil Elverum decidiu mudar de vida depois de quatro meses na Noruega a viver sozinho numa cabana. Foi o melhor que nos aconteceu, a nós que lhe apreciamos as canções - e ele deu-nos novas este ano. Nesta semana de Natal e depois na de ano novo, escrevemos sobre 10 álbuns que fizeram de 2015 um acontecimento melhor - é uma espécie de ranking, mas é sobretudo uma espécie de homenagem a quem nos dá discos