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Teatro S. João importa “Guerra” de Moscovo

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"Guerra" vem de Moscovo para o Teatro S. João em fevereiro

D.R.

Coprodução dos Festivais Internacionais Tchekhov e de Edimburgo é um dos destaques da programação para o próximo trimestre

A peça estreou o ano passado no Festival Internacional de Edimburgo, ano do centenário da I Guerra Mundial. Chama-se “Guerra” e centra a ação em Paris, nos festejos de alguns artistas durante a noite de natal de 1913. Não o sabem, mas não tardará a sofrerem os horrores da tragédia prestes a abater-se sobre a Europa. É uma encenação de Vladimir Pankov e será o grande destaque da programação do Teatro Nacional de S. João (TNSJ) no primeiro trimestre do ano.

Com récitas marcadas para os dias 6 e 7 de fevereiro, a peça estará em janeiro em Paris e marca o aprofundar das relações do TNSJ com o importante Festival Internacional de Teatro Tchekov, realizado em Moscovo, e onde o teatro português marcou presença em 2013 com o espetáculo “Sombras”, de Ricardo Pais.

Dos 14 espetáculos previstos para os próximos três meses, quatro serão estreias absolutas e dois serão estreias nacionais. O ano teatral começará a 14 de janeiro com “Doce Pássaro da Juventude”, de Tenessee Williams, com encenação de Jorge Silva Melo. É o regresso dos Artistas Unidos ao Porto.
Ainda em janeiro, a poeta Ana Luísa Amaral vai dirigir um seminário integrado nas iniciativas destinadas a assinalar a morte os 400 anos da morte de William Shakespeare. Os participantes serão convidados a ler e decifrar seis peças do universo do autor.

A primeira estreia absoluta do próximo trimestre é “Dos Mundos Interiores”, com texto e encenação de Luís Mestre. O espetáculo será apresentado no Mosteiro de São Bento da Vitória de 15 a 24 de janeiro e tenta aproximações à solidão tal como é entendida no feminino.

De 21 de janeiro a 7 de fevereiro o Teatro Carlos Alberto (Teca) recebe “Quarteto”, de Heiner Müller, com conceção e encenação de Carlos Pimenta, numa coprodução do Centro Cultural de Belém com o TNSJ. A peça é inspirada em “Ligações Perigosas”, de Choderlos de Laclos.

Outra das estreias absolutas é “Habeas Corpus - Que tenhas o teu corpo”, de Ruben Marks, em cena no Teca de 26 a 28 de fevereiro.

“(Des)Individualização”, de José Eduardo Silva, também uma estreia absoluta, nasce a partir das propostas conceptuais dos filósofos Gilbert Simondon (1958) e Bernard Stiegler (2010). O espetáculo estará em cena de 10 a 20 de março no Carlos Alberto.

A semana mundial do teatro, em março, terá duas estreias. Primeiro, a 23, “Beijo”, uma produção do Ensemble - Sociedade de Actores, imaginado a partir dos quatro episódios de “Les Baisers”, de Michel Deutsch, mas que se veste também com as palavras de Álvaro de Campos, Sophia de Mello Breyner Andersen, Ruy Belo, Ana Luísa Amaral, David Mourão Ferreira, Eugénio de Andrade e outros poetas.

No dia seguinte, o TNSJ recebe a estreia nacional de um díptico de peças de Simon Stephens: “Águas Profundas” e “Terminal de Aeroporto”, com encenação de Nuno M Cardoso.