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“Superstars” do passado de novo na televisão

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A façanha de fazer ressurgir Michael Jackson num espectáculo, nos Billboard Music Awards do ano passado

d.r.

Passo a passo, a holografia ganha protagonismo na indústria do entretenimento. Não é magia voltar a fazer subir a palco, em três dimensões, uma estrela já desaparecida da música para uma “performance” de breves minutos. Ou ter um apresentador de televisão fechado num estúdio e estar à boca de cena em duas salas de espetáculos “ao vivo e a cores” em simultâneo. Já aconteceu, acontece e voltará a acontecer em escala maior, assim o negócio fechado entre o gigante da produção televisiva Endemol Shine North America e a companhia Hologram USA venha a dar frutos que se vejam

Luís Proença

O inusitado aparecimento de Michael Jackson para interpretar a versão original de “Slave To The Rhythm” na cerimónia dos Billboard Music Awards do ano passado deixou muitos de cara à banda na plateia do Nokia Theatre em Los Angeles. A Hologram USA já tinha feito das suas numa ou noutra ocasião passada, mas nunca com tantos e tão poderosos holofotes mediáticos apontados ao mesmo tempo. O momento fez, portanto, um grande estrondo público. Aqui chegados, um ano e meio depois, a Hologram USA assinou contrato com a super poderosa Endemol Shine North America – através da sua subsidiária Just Entertainment Studios -, para o desenvolvimento de programação com recurso à holografia.

Nem de um lado nem de outro foi por enquanto dito quais os grandes planos que estão pela frente, apenas que virão a estar disponíveis através de televisão linear e também das plataformas digitais. Porventura para criar expectativa e terraplenar o caminho é para já e apenas vagamente anunciada a primeira produção conjunta de uma serie de programas, ao estilo “documentário de bastidores”, para dar a conhecer a tecnologia e capacidades de desempenho da holografia.

Temos, como entrada, a promessa de uma série “unscripted” (sem guião) que promete levar os espectadores a conhecer a caixinha dos segredos da Hologram USA. A companhia, sedeada em Beverly Hills, tem vindo a desenvolver apresentações multiplataforma com a “participação” holográfica de artistas desaparecidos ou vivos, em tamanho real, incluindo Billie Holiday, Whitney Houston ou Mick Jagger, por exemplo.

Alki David, CEO da Hologram USA, e Justin Hochberg, CEO da Just Entertainment Studios

Alki David, CEO da Hologram USA, e Justin Hochberg, CEO da Just Entertainment Studios

d.r.

“Temos a maior e mais estimulante tecnologia a fazer mudar a indústria do entretenimento e, por isso, juntamo-nos aos maiores e mais estimulantes criadores de televisão”, explica Alki David, fundador e CEO da Hologram USA, antecipando que a partir dos resultados desta parceria se alcancem novas audiências, por confiar numa coisa: “as histórias que contamos com este novo meio são incríveis.” Para dar uma espreitadela à magia “high-tech” da Hologram USA basta clicar no vídeo abaixo.

Numa declaração pública, Justin Hochberg, CEO da Just Entertainment Studios, esclarece o interesse de quem está por trás da produção audiovisual: “Hoje, mais do que nunca, a televisão precisa de grandes eventos e o que é maior do que as maiores ‘performances’ de sempre renascidas e ao vivo? Ou melhor ainda, atuando pela primeira vez com alguns dos artistas mais bem-sucedidos de hoje em dia?”