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Morreu Maureen O'Hara, a ruiva intempestiva

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Uma das estrelas da era de ouro de Hollywood, a atriz de “O Homem Tranquilo” e “O Vale era Verde” faleceu este sábado aos 95 anos. “As suas personagens eram exuberantes e destemidas, tal como ela na vida real”

Ruiva, de olhos verdes e carácter intempestivo. É esta a memória que deixa no cinema Maureen O'Hara, que este sábado faleceu aos 95 anos em sua casa em Boise, no estado norte-americano de Idaho. A família diz que morreu de causas naturais, rodeada por familiares e a ouvir “a sua música preferida”, do filme “O Homem Tranquilo”, que protagonizou.

“As suas personagens eram exuberantes e destemidas, tal como ela na vida real”, afirmou em comunicado a família da atriz de nacionalidade irlandesa e norte-americana que seria imortalizada na era de ouro de Hollywood, entre a década de 40 e 50 do século passado.

Com o seu cabelo cor de fogo - que lhe valeu os nomes de “Big Red” e “Rainha do Technicolor” no advento do cinema a cores -, a atriz que contracenou várias vezes com John Wayne nos filmes de John Ford chegaria a ser considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo.

Kevin Winter/Getty Images

Com mais de 60 filmes no seu currículo, O'Hara estreou-se em “O Corcunda de Notre Dame” (1939), tendo participado ainda em filmes como “Da Ilusão também se vive” (1947), “O Homem Tranquilo” (1952) e “O Vale era Verde” (1941), tendo este último contribuído para a transformar num ícone do cinema. Acabaria por retirar-se do cinema na década de 1970 para gerir a companhia aérea com o marido e, após a sua morte, sozinha - tornando-se assim na primeira mulher da história dos Estados Unidos a dirigir uma companhia aérea.

Maureen O'Hara, nascida Maureen FitzSimons em 1920, em Dublin, era “por excelência a história irlandesa de sucesso”, nas palavras da ministra das Artes, Património e Idioma Irlandês do seu país-natal, Heather Humphreys. “Maureen O'Hara deixou a Irlanda para construir uma vida de sucesso na América. Mas no coração e cabeça de cada irlandês Maureen era, por excelência, a história irlandesa de sucesso.”