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Jamaicano vence prémio literário britânico com história sobre tentativa de assassinato de Bob Marley

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NEIL HALL/REUTERS

Com o romance “A Brief History of Seven Killings” (“Uma Breve História de Sete Assassínios”), Marlon James tornou-se no primeiro jamaicano a ganhar o reputado prémio britânico Man Booker

“A Jamaica tem uma tradição literária mesmo muito rica; é um pouco surreal que eu seja o primeiro (jamaicano a vencer o Man Booker Prize), eu espero sinceramente que não seja o último. Eu não penso que serei”, afirmou Marlon James, após saber que ganhara com “A Brief History of Seven Killings” (“Uma Breve História de Sete Assassínios”) - um romance ficcional inspirado na tentativa de assassinato de Bob Marley em 1970 - o reputado prémio britânico.

O Man Booker Prize é atribuído anualmente ao autor daquele que for considerado como o romance mais original escrito em língua inglesa e publicado no Reino Unido.

O júri do prémio demorou apenas duas horas até ter tomado a decisão por unanimidade.

Partindo da tentativa de assassínio do rei do reggae, levada a cabo homens armados que irromperam pela sua casa na Jamaica e o alvejaram, o livro é um épico que viaja ao longo das suas 680 páginas pelas três décadas seguintes pelos meandros do turbulento mundo dos gangues e dos políticos do país, através do testemunho de mais de 75 personagens, desde testemunhas a agentes do FBI e da CIA, até a assassinos, fantasmas ou ao traficante de drogas que fornecia o guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards.

“É um romance policial que se move para além do mundo do crime e nos leva fundo até a uma história recente sobre a qual nós sabemos muito pouco”, afirmou o presidente do júri Michael Wood.

Marlon James foi contemplado aos 44 anos com o prémio que tem o valor pecuniário de 67 mil euros.