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Morreu Henning Mankell

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Henning Mankell repartia a sua vida entre a Suécia e Maputo, onde exercia as funções de diretor-artístico no Teatro Avenida, desde os anos 80

INA FASSBENDER / Reuters

Mestre da literatural policial nórdica morreu esta segunda-feira, em Gotemburgo, vítima de cancro. Mankell tinha 67 anos e mais de 40 obras publicadas em todo o mundo

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O escritor sueco Henning Mankell, criador do acabrunhado detetive Kurt Wallander, morreu “tranquilamente esta noite em Gotemburgo, comunicou estya manhã a editora Leopard, no seu site na internet.

O famoso escritor escandinavo, percursor da nova vaga do policial nórdico, do falecido criador da saga Millennium Stieg Larsson a Jo Nesbo, outro fenómeno de vendas, sofria de cancro há vários anos e repartia a sua vida entre a Suécia e Maputo, onde exercia as funções de diretor-artístico no Teatro Avenida, desde os anos 80.

Parte da intriga de livros como “A Leoa Branca” ou “A Quinta Mulher” têm como cenário África, refletindo questões políticas como o apartheid, a intolerância e os limites físicos e psicológicos da crueldade humana. Os crimes de ódio ditados por comportamentos xenófobos nos países do norte da Europa, tidos como modelos civilizacionais, é outro dos temas que percorrem a obra do sueco casado com Eva Bergman, filha do cinesta Ingmar Bergman.

A solidariedade com “os fracos e os oprimidos atravessa a sua obra como um fio vermelho”, lembra a editora que o dramaturgo fundou com o editor Dan Israel, há 15 anos, em Estocolmo, a sua cidade natal.

Mankeell vendeu mais de 40 milhões de livros em todo o mundo, 12 dos quais da saga “Wallander”, personagem que deu nome à série televisiva da BBC, fielmente interpretado por Kenneth Branagh no papel de polícia.