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Língua portuguesa: “Ensino universitário vai ter de passar por acordos com as televisões”

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Marcos Borga

A “globalização obriga à criação de novas sinergias entre o ensino e os meios de comunicação”. Quem o diz é Guilherme d'Oliveira Martins, que apresenta esta segunda feira a nova cátedra Infante Dom Henrique

Eduardo Lourenço e Guilherme d'Oliveira Martins apresentam esta segunda-feira a nova cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização, que ficará alojada na Universidade Aberta. É uma nova forma de olhar para o ensino da língua e da cultura portuguesa: “Por causa da globalização o ensino à distância tem uma importância cada vez maior”, disse ao Expresso o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d'Oliveira Martins.

O ensino da língua portuguesa “tem de apostar cada vez mais na criação de sinergias entre os meios de comunicação social, a área científica da educação, a área cultural, incluindo a conservação do património” e a criação de “património contemporâneo” defende Oliveira Martins. “As televisões, nomeadamente o serviço público de televisão, têm de dar especial atenção a este desafio. A cátedra Infante Dom Henrique vai privilegiar um maior conhecimento da cultura portuguesa”, estudando-a sobretudo “na sua abertura a outras culturas, abrindo novos horizontes, e articulando o diálogo entre cultura e ciência”, acrescenta o presidente do CNC, que foi ministro da Educação de António Guterres.

O responsável pela cátedra vai ser o professor José Eduardo Franco que a partir deste ano letivo passa a integrar a Universidade Aberta, instituição vocacionada para o ensino à distância. “Entre as muitas iniciativas da cátedra Infante Dom Henrique, vamos organizar um grande congresso mundial em Lisboa para assinalar os 600 Anos do Arranque da Globalização, que será em 2019”, disse ao Expresso José Eduardo Franco.

Franco foi um dos dois organizadores e coordenadores da obra completa do Padre António Vieira, editada em 2014 pelo Círculo de Leitores. Com a publicação destes 30 volumes e 15 mil páginas, o público português pode finalmente conhecer todos os escritos do missionário que sempre defendeu os oprimidos.

A apresentação da cátedra Infante Dom Henrique realiza-se esta segunda-feira, no Palácio Ceia [Rua Escola Politécnica em Lisboa], às 18h00.