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Cultura

Hoje há um roteiro a pé por Lisboa que não deve perder (com cultura e festa)

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Esta noite, muitas pessoas percorrerão a sétima colina lisboeta de espaço em espaço

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Esta quinta-feira, a partir das 19h e até de madrugada, a sétima colina da capital abre as portas de galerias e museus com uma celebração do que de melhor se está a fazer na arte contemporânea. Tudo gratuito para conhecer num roteiro a pé. E... com festa no final

Esta noite todas as desculpas serão poucochinhas para falhar um dos eventos mais interessantes e animados do ano, em Lisboa - o Bairro das Artes - que já vai na sua 6ª edição. O programa marca a rentrée artística e cultural da capital e garante uma barrigada do que de melhor se anda a fazer por cá nestas àreas. Desta vez há trinta razões para sair de casa e percorrer o roteiro que vai do Largo do Rato ao Cais do Sodré com inaugurações, lançamentos, performances, música e outras novidades. Uma oportunidade para visitar numa só noite dezenas de galerias, museus e tantos outros lugares surpreendentes, de porta aberta fora de horas e com entrada gratuita.


Os pais desta noite cultural são Ana Matos, da Galeria das Salgadeiras (Rua da Atalaia, 12-16) e o artista Claudio Garrudo. Ana quer democratizar a arte e desfazer equívocos de que é terreno de elite. "Ainda há uma reserva de muitas pessoas a entrar numa galeria de arte. Porque acham que têm que pagar pela entrada, de ser de determinada maneira ou comportar-se de forma especial. Queremos desmistificar o que são galerias, museus e toda a arte contemporânea. Queremos misturar públicos e levar aqueles que não costumam frequentar estes espaços que tomem o gosto, que percebam que estes lugares também são deles.Uma coisa é certa este não é um evento de tuk-tuks!"


Cláudio Garrudo acrescenta: 'Esta é uma noite de celebração de arte contemporânea. Da pintura à tapeçaria,medalhística, azulejaria ou design. E pretendemos alertar para a situação de que nesta zona da cidade estão concentradas a maior parte das galerias de arte com programação regular e outros espaços culturais institucionais como o Museu do Chiado, Museu de São Roque ou mesmo a Faculdade de Belas Artes."

Imagem da exposição "O amor Mata" de João Francisco Vilhena

Imagem da exposição "O amor Mata" de João Francisco Vilhena

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Primeiro jantar e depois... cultura

O prolongamento de horário permite que as pessoas jantem, sigam para as exposições e se cruzem com outras pessoas do público, artistas e curadores. 'Esse cruzamento e mistura de gentes é enriquecedor', comenta Ana.

A galerista destaca a exposição 'Caderno da Alhambra' do arquiteto Manuel Aires Mateus ( Galeria João Esteves de Oliveira, Rua Ivens, 38). 'É muito interessante ver uma galeria de arte contemporânea a expôr um trabalho de arquitectura.' Claúdio chama a atenção para a obra 'O Amor Mata' de João Francisco Vilhena, que resulta de uma investigação que o criador iniciou há cerca de 10 anos sobre a violência doméstica. (Galeria das Salgadeiras, R. Da Atalaia, 12 a 16), e a mostra na Imprensa Nacional Casa da Moeda de medalhística (Rua da Escola Politécnica, 135).

Documentário "Banksy pinta a parede" tem entrada gratuita no cinema Ideal

Documentário "Banksy pinta a parede" tem entrada gratuita no cinema Ideal

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ACABAR A NOITE A BATER O PÉ

Entre as novidades desta edição destaque para o facto do Cinema Ideal (R. do Loreto, 15) ter-se associado ao evento com a exibição gratuita às 23h30 do documentário premiado 'Banksy pinta a parede', sobre a obra de um dos mais radicais e subversivos artistas contemporâneos. E, no final da noite, também promete a festa que arrancará a partir das 23h no Príncipe Real, no Quiosque do Oliveira, ao som de Pedro Vieira (Irmão Lúcia), Ricardo J. Rodrigues e Paulo Pena (Rua 25). 'É noite para ouvir britpop e indie rock, uns toquezinhos de punk e outros de disco sound, e se tudo correr mal mergulha-se nos êxitos portugueses dos anos oitenta, que nunca deixaram ninguém ficar mal." diz a organização. Porquê acabar a noite a dançar em redor dum quiosque? Claudio Garrudo conta que tudo nasceu ali. 'Esta ideia do Bairro da Artes surgiu em 2010 comigo e com a Ana Matos a tomarmos um gin tónico no Quiosque do Oliveira. E agora, seis anos depois, queremos fazer com que os galeristas e os artistas confluíssem com o público neste mesmo Quiosque do Oliveira para partilharem ideias e desfrutarem da conversa e da música'. É ir, visitar, brindar às artes, conversar e dançar. Mas há muito, muito mais que vale a pena. A programação completa pode ser consultada aqui.

A noite estende-se até às 2h com música no Príncipe Real, junto ao Quiosque Oliveira, com o trio "Irmão Lúcia passeia na Rua 25"

A noite estende-se até às 2h com música no Príncipe Real, junto ao Quiosque Oliveira, com o trio "Irmão Lúcia passeia na Rua 25"

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