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Taylor Swift. O universo de uma estrela nos VMA

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Parte do mundo da música até pode estar contra ela mas este pertence-lhe. Aos 25 anos, Taylor Swift passa por mais uma prova de fogo no próximo domingo. Está nomeada para nove categorias dos MTV Video Music Awards e as rivalidades com personalidades como Katy Perry e Miley Cyrus — que apresenta a gala — são cada vez mais evidentes

Daniel Boczarski/Getty Images for TAS

Viajamos até ao futuro próximo de um local distante. Microsoft Theater, Los Angeles, 30 de agosto de 2015. Os focos da sala estão ligados, o palco está montado, a cenografia é perfeita. Tudo está pronto para a noite em que os vencedores dos Video Music Awards (VMA) da MTV são conhecidos. Ainda o programa não começou e já são muitas as pessoas no exterior que anseiam por ver as suas estrelas de eleição ao vivo.

Até aqui apenas se replica a realidade das edições anteriores. As novidades seguem dentro de momentos.

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Miley Cyrus prepara-se para a sua estreia na apresentação e os anfitriões da passadeira vermelha já estão escolhidos. Ao lado de Kelly Osbourne, apresentadora de televisão, cantora e filha de Ozzy, vemos o VJ norte-americano Sway e as estrelas de “Girl Code Live”. A animação está a cargo de Nick Jonas — que apresenta o novo single ‘Levels’ ao vivo — e dos Walk the Moon, nomeados na categoria de Melhor Vídeo Rock.

Não são eles as estrelas principais da noite, pelo que o melhor é aguardar pelo início da gala. Entre acenos, curtas entrevistas e poses, os convidados lá vão entrando. Uns a medo, outros com mais confiança. Todos em busca da notoriedade que apenas alguns conseguem alcançar. A história da música pop também se construiu aqui. (Sim, selecionámos alguns momentos do passado para lembrar a importância da gala).

Por cá, a ação passa-se no pequeno ecrã. A madrugada que liga o último dia de descanso ao primeiro de trabalho é vivida por milhões de pessoas nos sofás de todo o mundo, ligando as estrelas pop aos seus fãs mais dedicados. São 500 milhões de lares com os olhos fixados na Califórnia. Todos querem saber quem são os vencedores das pequenas estatuetas em forma de astronauta na lua, o Moonman. Os prémios até podem não ter a relevância de outros tempos, mas os VMA continuam a ter um papel fundamental na construção de ídolos (e de polémicas). As notícias chegam a uma velocidade nunca antes vista, bastando uma troca de palavras mais acesa nas redes sociais para que as rivalidades entre os músicos se tornem evidentes.

A estrela da noite
O sucesso de Taylor Swift, nomeada em nove categorias este ano — Vídeo do Ano, Melhor Colaboração (com Kendrick Lamar), Melhor Direção Artística, Melhor Cinematografia, Melhor Direção, Melhor Edição e Melhores Efeitos Visuais por ‘Bad Blood’ e Melhor Vídeo Feminino e Melhor Vídeo Pop por ‘Blank Space’ — é um dos temas que se destacam. Aos 25 anos, a cantora que largou a música country e abraçou a pop é uma das mais populares e tem conseguido conquistar tudo aquilo a que se propõe. Esta noite será também sua e nem todos estão de acordo quanto à nova soberana do principado da pop.

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Katy Perry é uma das intérpretes mais apontadas como inimiga de Taylor. A amizade não sobreviveu à luta pela coroa e os casos que envolvem as duas fazem sempre correr muita tinta nos tabloides e revistas da especialidade. Se é esta a única guerra que conhece é tempo de se atualizar. Agora é Miley Cyrus, a apresentadora dos VMA deste ano, quem incendeia o debate. Na sua mais recente entrevista, à revista norte-americana “Marie Claire”, a ex-Hannah Montana mostra-se pouco contente com o sucesso da também sua ex-amiga Taylor. Compara as suas atitudes às promovidas no vídeo de ‘Bad Blood’. Entre as fotografias em topless e a apologia das armas, o que escolher?

Quem decide são os fãs e estes parecem prestar mais atenção à carreira de Taylor. Pela primeira vez, as nomeações foram anunciadas em exclusivo na rádio Beats 1 (recentemente criada aquando do lançamento do Apple Music, também ele afetado pela opinião da intérprete do momento). O aumento de tráfego foi de tal ordem que os serviços tiveram problemas de estabilidade. Nesse dia, a revolta era de Nicki Minaj. A intérprete apenas tem duas oportunidades para vencer: ‘Anaconda’ está nomeado para Melhor Vídeo Feminino e Melhor Vídeo Hip-Hop.

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Polémicas à parte, Taylor Swift tem argumentos de peso e os números não mentem. Quando ‘Shake It Off’, primeiro single de “1989” foi lançado, subiu de imediato ao primeiro lugar do top Billboard Hot 100. O álbum chegou em outubro e vendeu quase 1,3 milhões de cópias na primeira semana. Com sete Grammys e 16 American Music Awards, Taylor Swift ganhou 72 milhões de euros no último ano. As surpresas acontecem, mas a inclusão da artista na lista dos 100 Melhores Compositores do Século da “Rolling Stone” é mais uma confirmação do seu lugar no universo da música. Na noite de domingo vai apresentar o videoclipe do seu mais recente single, 'Wildest Dreams'. Tudo o que Taylor Swift faz é acontecimento.