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Ascensão e estagnação da maior boysband do mundo

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Os 1D (é o diminutivo cool dos One Direction) vão separar-se já no próximo ano. Ainda não se percebe se é divórcio ou pausa para experimentar coisas novas, mas separam-se ricos e a bater recordes. Esta é a história da ascensão e estagnação dos 1D (é impossível falar em queda)

Quando a montanha que se sobe é muito alta, há dois tipos de paisagem possíveis de antever: um planalto ou um cume. Os One Direction (1D) subiram rápido, a pulso e com a ajuda dos seus incansáveis fãs. Estavam (e estão) lá em cima, bem alto na notoriedade e nos lucros alcançados. O futuro é incerto.

Do Factor X britânico para palcos em todo mundo, construíram uma carreira invejável nos últimos cinco anos. O génio de Simon Cowell pô-los a brilhar, mostrando que continua a ser capaz de criar fenómenos do mundo da música. Tinham tudo para perpetuar o sucesso, mas o que se passa com os quatro inseparáveis Niall Horan, Liam Payne, Harry Styles e Louis Tomlinson?

A saída de Zayn Malik podia fazer antever uma descida vertiginosa da banda ou mesmo o seu fim, mas tal não aconteceu. Cantor e restante banda seguiram caminhos diferentes, mas nenhum deles se perdeu na direção que escolheu. Se o primeiro lançou um tema apenas uma semana depois do rompimento, os colegas demoraram um pouco mais. Fizeram-no em grande.

"Drag me Down" chegou ao Spotify no último dia de julho e logo quebrou recordes. A música, que mantém o estilo pop que os caracteriza mas que ganha umas tonalidades de reggae foi a mais ouvida num único dia na história do serviço de streaming de origem sueca, com 4,75 milhões de reproduções.

O single, que estará disponível no próximo disco — a editar em novembro —ganhou uma versão em vídeo na última quinta-feira e é também um sucesso. As notícias das últimas horas não podiam ser mais inesperadas.

Até pode ser verdade que ninguém os consegue derrubar — como afiançam no refrão de "Drag me Down" —, mas a mais bem-sucedida boysband da atualidade pretende fazer uma pausa na carreira. A notícia veio de Inglaterra, onde jornais como o "The Sun" citam fontes próximas da banda que afirmam a necessidade de os músicos experimentarem agora carreiras a solo.

A paragem vai acontecer em março de 2016, numa altura em que se esperava uma tour de apresentação do novo trabalho discográfico. Até ao momento, os One Direction ainda não se pronunciaram sobre a notícia. De acordo com a fonte não identificada "não há qualquer tipo de problema entre eles, todos estão 100% de acordo com a decisão e têm a intenção de voltar a reunir-se no futuro".

O último grande concerto da banda este ano está agendado para o final de outubro, no Reino Unido. Depois de quatro discos e milhares de quilómetros de estrada, os 1D sagraram-se a banda mais rentável do último ano. Foram 130 os milhões de dólares (cerca de 113 milhões de euros) faturados que os catapultaram para o quarto lugar das celebridades mais bem pagas do último ano.

Regressando à pessoa que pôs os fãs em pranto durante o dia de hoje, esta explica que "os rapazes estão junto há cinco anos" e que "merecem pelo menos um ano a trabalhar nos seus próprios projetos". Nascerão quatro novos projetos?

O futuro é deles e a história das boysband mostra que nem todos descerão a montanha da mesma forma.