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Scorsese vai fazer de DiCaprio um serial killer

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Mark Davis/ Getty Images for SBIFF

Dupla volta a juntar-se. Há filme novo a caminho e, quem sabe, Óscares no horizonte (é que estes dois têm feito filmes a sério)

Depois de ser um acionista da bolsa, um investigador, um polícia à paisana, um aviador e um gangster, agora Leonardo DiCaprio vai ser assassino. E mais uma vez com Martin Scorsese a realizar. A dupla junta-se pela sexta vez para trazer para o cinema uma adaptação do livro “Devil In The White City: Murder, Magic And Madness At The Fair That Changed America”. Esta terça-feira, a Paramount fechou o negócio.

Até agora, segundo a revista norte-americana Deadline, os estúdios da Universal, Fox e Paramount lutavam “agressivamente” para produzirem o filme. Foi o último que acabou por levar a melhor.

DiCaprio vai dar vida a Dr. Henry Howards Holmes, um personagem que já há algum tempo desejava interpretar. Holmes foi um serial killer que matou entre 27 a 200 pessoas.

A história remonta ao século XIX. A 1893, para sermos precisos. H.H. Holmes construiu um hotel que estava pronto para a chegada dos milhares de visitantes da Exposição Mundial, em Chicago, mas na realidade não era hotel nenhum - ou pelo menos um em que alguém gostasse de pernoitar.

Holmes sequestrava as vítimas, sobretudo jovens mulheres solteiras, e levava-as para a cave do hotel, onde as torturava. Nos calabouços havia câmaras de gás, crematórios e uma mesa para dissecação. Além dos raptos, Holmes também manipulavam os empregados do hotel: forçava-os a fazer um seguro de vida em seu nome e depois matava-os. Quando foi detido, confessou a morte de 27 pessoas - no entanto, estima-se que esse número possa ter chegado às duas centenas.

É com esta história mórbida que Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese partilham outra vez o grande ecrã, depois de já o terem feito cinco vezes: O Lobo de Wall Street (2013), Shutter Island (2010), The Departed: Entre Inimigos (2006), O Aviador (2004) e Gangs de Nova Iorque (2002).