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Dia Calouste Gulbenkian comemorado com entrada livre

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Sessenta anos volvidos desde a morte, a Fundação Calouste Gulbenkian recorda-o com um dia plemo de atividades

DR

Apresentação de dois livros, inauguração de uma exposição, entrega do Prémio Gulbenkian a Denis Mukwege e um concerto da Orquestra Gulbenkian. O dia dedicado ao fundador acontece esta segunda-feira, com entrada livre

Nascido em Scutari (hoje Üsküdar), Istambul, a 23 de março de 1869, Calouste Gulbenkian morreu 86 anos depois. Agora, 60 anos volvidos desde a sua morte, a Fundação lembra-o com um dia em que tudo acontece. Percorramos a jornada, hora a hora, atividade a atividade.

A partir das 14h, e até às 18h — hora de encerramento —, o Museu Calouste Gulbenkian (MCB) e o Centro de Arte Moderna (CAM) terão entrada livre. Uma oportunidade para os visitantes conhecerem as exposições “Meeting Point 2” (MCB), “X de Charrua Antológica” e “Tensão e Liberdade” (CAM).

Depois, a pintura e a literatura têm encontro marcado para as 17h30, com a apresentação de dois livros de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. “Calouste Gulbenkian. História de um homem invulgar e da sua fabulosa coleção” e “O Olhar Misterioso de Helena Fourment” — obra que remete para um retrato da mulher de Peter Paul Rubens pintado pelo próprio e patente no Museu Gulbenkian — são os dois novos títulos.

"Duplo Retrato". Tela e Óleo datada de 1934/36. A obra de José de Almada Negreiros (1893-1970), pertença da Coleção CAM - Gulbenkian, é uma das expostas

"Duplo Retrato". Tela e Óleo datada de 1934/36. A obra de José de Almada Negreiros (1893-1970), pertença da Coleção CAM - Gulbenkian, é uma das expostas

D.R.

O regresso do retrato

O encerramento dos espaços museológicos marca a inauguração da exposição “Olhos nos Olhos — O retrato na coleção do CAM” na Galeria de Exposições Temporárias do Edifício Sede. A mostra, com curadoria de Isabel Carlos, conta com 140 trabalhos de artistas como Amadeo, Almada, António Soares, Milly Possoz, Eduardo Viana, Francis Smith, Paula Rego, Dordio Gomes, Candido Portinari, Michael Andrews, Nikias Skapinakis, Pedro Cabrita Reis, António Areal, Gil Teixeira Lopes, Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny e Helena Almeida.

Esta viagem pelo universo do retrato ao longo dos séculos XIX e XX é construída através de obras “de várias filiações estéticas, desde o registo naturalista, assumido por artistas herdeiros do século XIX, até um registo de desconstrução próprio de grande parte da produção do século XX”.

Com encerramento previsto para 19 de outubro, a exposição apresenta ainda com vários autorretratos de alguns artistas considerados fundamentais da arte do século XX, como Ofélia Marques, Carlos Botelho, Abel Manta, João Hogan, Maria Beatriz, Ana Hatherly, José Dominguez Alvarez, José Escada, Frederico George, Mário Botas, Mário Eloy, Oscar Kokoschka, Artur Rosa, Victor Pomar e Victor Palla.

Denis Mukwege é o vencedor deste ano do Prémio Gulbenkian. O médico congolês que tem dedicado a sua vida a assistir mulheres vítimas de violação na República Democrática do Congo já havia conquistado o Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu, em 2014

Denis Mukwege é o vencedor deste ano do Prémio Gulbenkian. O médico congolês que tem dedicado a sua vida a assistir mulheres vítimas de violação na República Democrática do Congo já havia conquistado o Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu, em 2014

FREDERICK FLORIN /AFP / Getty Images

O Prémio Calouste Gulbenkian 2015 é também entregue esta segunda-feira. Denis Mukwege, médico congolês que tem dedicado a sua vida a assistir mulheres vítimas de violação na República Democrática do Congo, é o vencedor deste ano e receberá o galardão, no valor de 250 mil euros, numa cerimónia ao ar livre, pelas 19h, no Anfiteatro da Fundação.

Presidido por Jorge Sampaio, o júri do Prémio decidiu distinguir a ação humanitária desenvolvida pelo médico ginecologista, que já havia vencido prémios como o Olof Palme, em 2008, e o Sakharov, no último ano.

Atribuído anualmente desde 2012 com o objetivo de destacar uma instituição ou pessoa que se tenha distinguido na defesa dos valores essenciais da condição humana, o Prémio Calouste Gulbenkian já foi entregue à West-Eastern Divan Orchestra, à Biblioteca de Alexandria e à Comunidade de Santo Egídio.

O Dia Calouste Gulbenkian encerra no jardim, com um concerto da Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro Jan Wierzba e com o tenor Carlos Cardoso como solista. Serão interpretadas obras de Manuel de Falla ("El amor brujo"), Charles Gounod (ária de "Romeo et Juliette"), Pietro Mascagni (Intermezzo, da "Cavalleria Rusticana"), Gaetano Donizetti ("Una furtiva lagrima", de "L'elisir d'amore"), Giacomo Puccini ("Che gelida manina", de "La bohème") e Giuseppe Verdi (abertura e "La donna è mobile", de "Rigoletto").