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Cultura

Seis concertos que não pode mesmo perder no Super Bock Super Rock

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Este vai ser o palco principal do festival. Primeiro estranha-se depois entranha-se?

Tiago Miranda

Com nova cara e nova localização, o Super Bock Super Bock arranca esta quinta-feira em Lisboa. Três jornalistas da Blitz olham para o que é mesmo de ir ver

O festival veterano regressa a Lisboa, onde se estreou há rigorosamente 20 anos. Agora no Parque das Nações vão a jogo novatos e consagrados. E nós dizemos-lhe o que deve marcar na agenda.

1. Florence + The Machine

18/07, 01h00, Palco Super Bock

Florence Welch, a voz que lidera o projeto britânico Florence + The Machine, está em falta com o público nacional desde que, há três anos, se viu obrigada a cancelar o concerto agendado para o NOS Alive, devido a problemas de voz. Esta será, assim, a primeira vez que o coletivo atua em território nacional desde que subiu ao patamar mais alto da pop mundial, estando ainda bem gravadas na nossa memória as primeiras passagens por Portugal, quando gozava os louros do primeiro álbum. Com “How Big, How Blue, How Beautiful”, disco editado em maio passado, ainda fresquinho, é muita a curiosidade de ver como resultam em palco canções tão fortes quanto ‘What Kind of Man’ ou ‘Delilah’, mas serão certamente sucessos como ‘Shake it Out’, ‘Dog Days Are Over’ ou ‘You’ve Got the Love’ a assegurar o empenho de um público ansioso por cobrar a falha de 2012.

2. Blur

17/07, 01h00, Palco Super Bock

Há alguns dias, no festival dinamarquês Roskilde, Damon Albarn teve de ser arrancado de palco ao cabo de cinco horas de concerto. Não, não vai ter de beber um café triplo antes de os Blur tomarem de assalto o espaço mais nobre do festival, localizado na MEO Arena (e daí… quantas vezes viu começar um concerto naquele espaço à 1 da manhã?). Na Escandinávia, Albarn integrava o coletivo Afica Express e o ambiente era particularmente festivo (e, suspeitamos, o backstage também); com os Blur a sobriedade há de ser maior. Com disco novo no bornal (coisa rara) e pouco pudor em revisitar o passado (assim os vimos há dois anos no portuense Primavera Sound), Albarn e companhia deverão alinhar pelo balanço entre a novidade ocasionalmente excitante de “The Magic Whip” e um sortido ‘best of’ para todos os gostos. ‘The Universal’, canção maior do que a vida, deverá ser a última. É da maneira que vamos para casa com música muito bonita na cabeça.

Rita Carmo

3. Jorge Palma e Sérgio Godinho

17/07, 21h50, Palco Super Bock

São dois dos grandes protagonistas da música portuguesa das últimas quatro décadas e, depois de três datas esgotadas no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, tornam a apresentar-se juntos no maior palco do Super Bock Super Rock, ‘albergado’ no interior da MEO Arena. “Juntos” é precisamente o nome deste espetáculo especial, em que o repertório de Jorge Palma e de Sérgio Godinho desfilará na voz dos respetivos autores e, em alguns casos, em modo dueto. Em Sintra, no passado mês de maio, houve ainda tempo para uma versão (‘American Tune’, de Paul Simon) e um inédito de Sérgio Godinho (‘Caso For o Caso’); no festival que este ano regressa a Lisboa, o alinhamento deverá respeitar o mote lançado por Jorge Palma, em entrevista à revista BLITZ Fest: “A ideia é abordar temas que, na forma e no conteúdo, nos digam respeito a ambos.” E a preparação deste encontro foi sobretudo pacífica? – quisemos ainda saber. “Dá muito trabalho [ter desentendimentos]!”, garante Sérgio Godinho. “Mas claro que temos diferenças de opinião, não somos fofinhos ternurentos de palmadinhas nas costas”.

4. FFS

18/07, 23h20, Palco Super Bock

É obra de cientista delirante. Imagine-se um despenteado estudioso a braços com a história do pop/rock vertida para um sem número de tubos de ensaio, criteriosamente separados por décadas e sensibilidades e etiquetados a contento. Vamos lá ver então o que é que acontece se misturarmos “Escoceses com bicho-carpinteiro dos anos 00” com “Irmãos californianos histriónicos dos anos 70”. Agitemos, pois então, e… kaboom! FFS é esse trovão, bicho-carpinteiro histriónico, os zero-zero do século XXI a encontrar a pompa dos 70s do XX. Para nos deixarmos de etiquetas longas (que desperdício de autocolante!), chamemos-lhe FFS – serve tanto Franz Ferdinand como para Sparks. Notas de prova: tocam repertório do álbum que fizeram em conjunto e canções famosas uns dos outros; vá de barriga vazia.

5. Benjamin Clementine

17/07, 18h35, Palco EDP

É um artista atípico. Nasceu em Londres, mas acabou por ser descoberto em Paris, para onde se mudou depois de, aos 16 anos, sair da escola e da casa dos pais, passando a viver nas ruas de Camden Town. Também em Paris os primeiros passos de Benjamin Sainte-Clementine, o seu nome de nascença, foram marcados pelas dificuldades e pela privação; durante quatro anos, o inglês viveu praticamente sem rendimentos, até um agente vê-lo ao vivo e apostar no seu talento. Mesmo que desconhecêssemos estes pormenores biográficos, “At Least For Now”, o primeiro álbum de Mr. Clementine, lançado em janeiro deste ano, soaria sempre invulgar: com uma voz que já foi (justamente) comparada a Nina Simone ou Antony, o cantor, pianista e poeta de 26 anos oferece-nos um conjunto de canções densas, altamente pessoais e quase sempre difíceis de catalogar. Ao fim da tarde, sob a pala do Pavilhão de Portugal, o seu concerto deverá assumir contornos ainda mais românticos.

6. Perfume Genius

16/07, 19h45, Palco EDP

Depois de em novembro passado ter assinado um dos melhores concertos do Vodafone Mexefest, o norte-americano Perfume Genius regressa a solo nacional para mostrar mais uma vez com que linhas se cose a música de um dos melhores escritores de canções da nova geração. Com três excelentes álbuns em mãos, o músico de Seattle não terá dificuldade em tornar a atuação no Super Bock Super Bock numa das mais especiais do festival – e, avaliando pela quantidade de pessoas que fez fila para o ver no São Jorge, não serão poucos a presenciá-la. Tendo em conta alinhamentos recentes, “Too Bright”, registo editado no ano passado, será servido como prato principal, mas não faltarão canções mais antigas, como ‘Lookout, Lookout’, ‘Hood’ ou ‘Dark Parts’.

Super Bock Super Rock
Parque das Nações, Lisboa
16, 17 e 18 de julho
Preço: passe 3 dias, €95,00; bilhete diário, €50,00

16 de julho

Palco Super Bock
01h20 - 02h30 - Madeon
23h00 - 01h00 - Sting
21h50 - 23h00 - Noel Gallagher's High Flying Birds
20h25 - 21h25 - The Vaccines
19h10 - 20h00 - Milky Chance

Palco EDP
22h45 - 00h00 - SBTRKT
21h15 - 22h15 - Little Dragon
19h45 - 20h45 - Perfume Genius
18h35 - 19h25 - King Gizzard and the Lizard Wizard
17h35 - 18h15 - Ostra S.R.

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Xinobi
02h00 - 03h00 - Mirror People
00h30 - 01h40 - Toro y Moi

Palco Antena 3
22h05 - 23h05 - Gala Drop
20h35 - 21h35 - PZ
19h15 - 20h05 - Duquesa

17 de julho

Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Blur
23h30 - 00h30 - dEUS
21h50 - 23h00 - Jorge Palma e Sérgio Godinho
20h20 - 21h20 - The Drums

Palco EDP
22h45 - 00h00 - Bombay Bicycle Club
21h15 - 22h15 - Savages
19h45 - 20h45 - Kindness
18h35 - 19h25 - Benjamin Clementine
17h25 - 18h15 - Sinkane
16h25 - 17h05 - Isaura

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Gramatik
01h45 - 03h00 - Stereossauro
00h30 - 01h30 - MGDRV

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - Best Youth
20h45 - 21h45 - Da Chick
19h25 - 20h15 - White Haus

18 de julho

Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Florence and the Machine
23h20 - 00h30 - FFS (Franz Ferdinand & Sparks)
21h50 - 22h50 - Crystal Fighters
20h20 - 21h20 - Rodrigo Amarante

Palco EDP
22h50 - 00h00 - Banda do Mar
21h20 - 22h20 - Unknown Mortal Orchestra
19h50 - 20h50 - Palma Violets
18h40 - 19h30 - Márcia
17h30 - 18h20 - Modernos
16h30 - 17h10 - Captain Boy

Palco Carlsberg
03h10 - 04h40 - Djeff Afrozila
02h00 - 03h10 - Throes + The Shine
00h30 - 01h40 - Criolo

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - We Trust
20h35 - 21h35 - D'Alva
19h15 - 20h05 - Thunder & Co