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Seis concertos que não pode mesmo perder no Alive

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RITA CARMO

A época dos festivais está aí, e em força. Esta quinta-feira arranca o Alive, em Algés, que decorre até domingo. Os especialistas da Blitz olham para o cartaz e dizem quais os seis concertos que não pode perder

O cantor ‘maior que a vida’ do momento, ingleses aguerridos, uma barba lupina, a sereia louca, aquele verão de 1985 e um tipo que nos quer ensinar a dançar. Vá por aqui.

D.R.

1. Sam Smith
11/07, 21h00, Palco NOS
Um ano depois de ter arrebatado a plateia do palco alternativo, a maior revelação pop britânica do último ano regressa pela porta grande ao evento de Algés. Ao palco grande do NOS Alive’15, Sam Smith vai levar as canções do álbum de estreia “In the Lonely Hour” e provar que nem uma hemorragia nas cordas vocais (teve de ser submetido a uma cirurgia, em maio) o consegue afastar da estrada durante muito tempo. ‘Stay with Me’, ‘Like I Can’ e ‘Money On My Mind’ serão, certamente, os pontos altos do concerto, mas, esperamos, a maior surpresa poderá acontecer horas mais tarde, quando os amigos Disclosure – que o lançaram para a ribalta com o tema ‘Latch’ – subirem àquele mesmo palco.

D.R.

2. Sleaford Mods
11/07, 18h30, Palco Heineken
Ora vejam lá este verso: “The smell of piss is so strong / it smells like decent bacon” (em ‘Tied Up In Nottz’). E este: “I worked my dreams off for two bits of ravioli and a warm bottle of Smirnoff / Under a manager that doesn't have a fucking clue” (em ‘Fizzy’). Quem fala assim, além de não ser gago, é indisfarçavelmente brit. E os Sleaford Mods (Jason Williamson e Andrew Fearn) são uma das mais aguerridas vozes do – e agora vem sarilho – pós-punk/hip-hop (o quê, ao mesmo tempo?) da contemporaneidade. Até porque, muito provavelmente, serão as únicas.

MIGUEL REFRESCO

3. Capicua
10/07, 20h50, Palco NOS Clubbing
Trazemo-la por perto desde 2012, altura em que lançou o primeiro álbum, um surpreendente trabalho homónimo que mostrava todo o potencial da rapper do Porto. Hoje, Ana Matos Fernandes, aka Capicua, é uma certeza da música nacional. Escrevendo como muito poucos, a autora de “Sereia Louca” (o seu segundo disco, lançado no ano passado) tornou-se também, em pouco tempo, uma veterana dos palcos, com uma vantagem em relação a alguma concorrência: procura sempre adaptar-se ao meio em que atua e não costuma dar o mesmo concerto em cada um dos muitos festivais onde se vai apresentado. No Facebook, a autora de ‘Vayorken’, ‘Medo do Medo’ ou ‘Casa no Campo’ já avisou que, na sexta-feira, ela e a sua trupe “não vão facilitar”. É ver para crer.

D.R.

4. The Jesus & Mary Chain
11/07, 22h35 Palco Heineken
Um clássico é um clássico é um clássico. E este clássico – primeira pedra do noise açucarado ou preferimos falar de Velvet Underground? – chama-se “Psychocandy”, faz agora 30 anos e a banda que o urdiu anda a apagar velas Europa fora, Portugal incluído. Não é bem como se tentássemos adivinhar o Euromilhões, mas por cá vai ser assim: o Clássico (maiúsculas, se faz favor) tocado de fio a pavio, isto é, de ‘Just Like Honey’ (é favor chegar a horas, senão esta já foi) a ‘It’s So Hard’. E depois há bónus em regime ‘best of’, que tanto pode ir a ‘April Skies’, a ‘Head On’ ou a ‘Some Candy Talking’. Vai ser tão bom, não foi?

D.R.

5. Future Islands
10/07, 23h30, Palco Heineken
Depois de três discos recebidos de forma pouco expressiva, os norte-americanos Future Islands conquistaram uma nova legião de fãs com “Singles”, um dos álbuns mais elogiados de 2014. Em outubro passado esgotaram concertos no Music Box, em Lisboa, e Hard Club, no Porto, e voltam agora para se apresentar no palco alternativo do festival. A energia contagiante do vocalista Samuel T. Herring (este GIF animado ensina-o a dançar à moda dele http://www.wweek.com/portland/file-740-.gif) vai certamente deixar o público do festival de cara à banda e a entoar ‘Seasons (Waiting on You)’ num coro que nada ficará a dever àquele que certamente se ouvirá durante o concerto dos Mumford & Sons no palco principal.

D.R.

6. Chet Faker
11/07, 23h00, Palco NOS
Foi uma confirmação de última hora, chegando ao Passeio Marítimo de Algés para substituir Stromae, forçado a cancelar por motivos de doença. Mas muitos terão exultado com a novidade: é que Chet Faker, australiano nascido em Melbourne há 27 anos, é um dos nomes mais ‘quentes’ do momento. Vimo-lo em Barcelona, levando ao delírio a plateia do Primavera Sound local com um espetáculo simultaneamente sexy e elegante. E ainda há poucos dias a voz de ‘Gold’ encheu por duas vezes o Coliseu de Lisboa, juntando ao seu breve repertório (tem apenas um álbum, “Built on Glass”, de 2014, e um EP) versões de Van Morrison e dos Blackstreet (o clássico dos anos 90, ‘No Diggity’, que já tornou um pouco seu). Com a sua barba algo lupina, Chet Faker promete deixar os fãs a uivar à lua, que para a noite de sábado se prevê em quarto minguante.


NOS Alive
Passeio Marítimo de Algés
9, 10 e 11 de julho
Preço: dia 9, esgotado; passes 2 dias (10 e 11 de julho), €89,00; bilhete diário, €55,00