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“Território” de Joana Providência no Teatro do Bolhão

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Coreógrafa inspirou-se no manifesto para uma arte ecológica de Alberto Carneiro 

A partir de uma obra feita toda ela a partir de uma singular comunhão com a natureza como é a do escultor Alberto Carneiro, a coreógrafa Joana Providência apresenta a partir desta quarta-feira, no Teatro do Bolhão, no Porto, a peça "Território". 

Sete intérpretes em palco tentarão traduzir os ambientes, as sensações, os movimentos e os apelos suscitados por uma obra muito particular, mesmo se, como frisa Joana Providência, "não haja qualquer preocupação" de construir ali apenas "um reflexo do trabalho de Alberto Carneiro".  

Em todo o caso, houve uma grande aproximação ao artista na construção do espetáculo. Coreógrafa e bailarinos sentiram a necessidade de conversar com o escultor, visitar o seu ambiente de trabalho, contactar longamente com a sua obra, como forma de melhor compreender e penetrar naquele universo muito ancorado no manifesto para uma arte ecológica.

As residências artísticas contribuíram para que o trabalho do escultor constituísse uma experiência assimilável por aquele coletivo. 

Nesse sentido, e como diz Joana Providência, "o espaço é tratado como uma cenografia da memória, constituindo-se, pelos lugares e paisagens de uma vida, como um mapa identitário, individual e único". 

No processo dramatúrgico tornou-se crucial o conceito desenvolvido por Alberto Carneiro de "arte ecológica” e da procura "das sensações estéticas e dos valores da Terra que se imprimiram no Homem".   

"Território" é uma coprodução Teatro do Bolhão, Culturgest e Comédias do Minho. O espetáculo fez parte da seleção oficial para prémio SPA 2015 de melhor coreografia.