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Quando Taylor Swift reclama a Apple ouve

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Bastou uma simples publicação de Taylor Swift para que a Apple mudasse os termos do Apple Music

Christopher Polk

O artista tem sempre razão. Podia ser este o lema do Apple Music. Depois de a artista pop se ter mostrado descontente por a Apple não pagar aos autores durante o período de testes do novo serviço, a gigante norte-americana reviu os termos

Foi numa carta aberta, publicada este domingo na rede social Tumblr, que Taylor Swift expressou o seu descontentamento com o novo serviço de streaming da Apple. A reação não tardou.

Na publicação, a artista classifica a decisão da Apple — de não pagar aos músicos durante os três meses em que o Apple Music será gratuito para os clientes — de “chocante”, considerando-o “uma desilusão”.

Embora refira que o protesto não a visa especialmente — o valor auferido nos concertos é suficiente e Taylor Swift foi a segunda mulher mais bem paga do mundo da música no ano passado —, a artista que abandonou a música country para abraçar a pop não deixa de se expressar contra a atuação da Apple. Mas esta não é a primeira vez que a responsável por “1989” se insurge contra um serviço de streaming.

Em novembro, Taylor Swift decidiu retirar toda a sua discografia do Spotify. Se o serviço de streaming de origem sueca deixou fugir a artista, a Apple não cruzou os braços, decidindo que o pagamento será efetuado.

As novidades vieram da parte de Eddy Cue, que utilizou a sua conta verificada no Twitter para mostrar que a gigante tecnológica ouviu Taylor Swift e os músicos independentes.

Sim, a Apple vai mesmo pagar aos autores durante o período de testes. Depois, o serviço custará 9,99 dólares (cerca de 8,80 euros) por mês para uma subscrição única e 14,99 dólares (13,21 euros) para utilização familiar. As mensalidades do serviço em solo europeu ainda não foram divulgadas, embora se espere que a conversão seja feita da mesma forma que acontece com outros dispositivos da marca norte-americana.