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Morreu Angela, a sedutora empregada siciliana

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Laura Antonelli, a “sex symbol” do cinema erótico italiano dos anos 70, faleceu esta segunda-feira em casa, aos 73 anos. A atriz que se revelou no filme  "Malícia” teve um final de vida muito atribulado

A atriz Laura Antonelli, um dos maiores símbolos sexuais do cinema italiano, foi encontrado morta na manhã desta segunda-feira na sua casa em Ladispoli, nos arredores de Roma. O corpo de Laura foi descoberto pelo seu assistente, que terá contactado imediatamente os serviços de emergência. As causas da morte ainda são desconhecidas. Aguarda-se o resultado da autópsia .

Nascida a 28 de novembro de 1941, Antonelli chegou a ser professora de educação física mas tornou-se conhecida dos portugueses e noutras latitudes não pelas suas qualidades pedagógicas, mas pelos predicados físicos exibidos em "Malícia", filme realizado em 1973 onde leva à loucura não só o patrão como os filhos deste.

O filme de Salvatore Sampere foi um sucesso em Portugal, tanto pela novidade no pós-ditadura de filmes com imagens carregadas de erotismo, como por Angela, a personagem encarnada pela atriz. O filme, estreado por terras lusas em maio de 1974, juntamente com “Emmanuelle”, fez palpitar o coração de muitos portugueses.

Laura Antonelli e o ator Jean Paul Belmondo, galã do cinema francês, numa imagem recolhida em 1976, no Mónaco

Laura Antonelli e o ator Jean Paul Belmondo, galã do cinema francês, numa imagem recolhida em 1976, no Mónaco

AFP/Getty Images

Depois desse êxito de bilheteira a atriz italiana deu o corpo (literalmente) em muitos outros papéis do género, mas nenhum deles obteve na opinião pública o impacto daquele primeira aventura erótica, passada no seio de uma família siciliana dos anos 50. 

Nos anos 90, o nome de Laura voltaria à ribalta mas pelos piores motivos. Há muito afastada dos grandes ecrãs e a debater-se com uma depressão, foi presa a 27 de abril de 1991 depois da polícia encontrar cerca de 36 gramas de cocaína em sua casa.

Para agravar o estado mental da actriz, uma operação plástica mal sucedida, a que se submeteu em 1992, desfigurou-lhe a cara e a outrora bomba sexual tornou-se desde então cada vez mais reclusa, acabando internada na ala psiquiátrica de um asilo sanitário no final de 1996.

O processo de posse de droga esse arastou-se durante nove anos e só foi encerrado em 2000, depois de um tribunal romano desistir das acusações contra a antiga estrela de cinema erótico, considerando que a droga era para consumo próprio e não para venda.