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Paris vai conhecê-la

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FOTO DR

É um festival europeu, terá teatro, canções e manifestações artísticas portuguesas (não só mas sobretudo), acontece em Paris e abre com o fado de Gisela João, que se estreia num grande palco da capital francesa

Oito dos mais de vinte espetáculos programados para o Théatre de la Ville e outras salas parisienses, entre esta quinta-feira e 27 de junho, são portugueses, confirmando que criação nacional continua e ser particularmente acarinhada pelo dramaturgo e encenador lusodescendente Emmanuel Demarcy-Mota, fundador do festival.

Além de Portugal, Itália e Grécia regressam à 6ª edição do “Chantiers d’Europe”, que vai ainda apresentar espetáculos, pela primeira vez, da Polónia e da Turquia. “Queremos mostrar que há uma parte importante da Europa, os chamados países periféricos, com grande originalidade no domínio da criação artística”, diz o também diretor do Théatre de la Ville, na praça do Chatelet, no centro da capital francesa.

Pouco depois de assumir a direção deste teatro, em 2008, o filho da atriz Teresa Mota, irmã do encenador João Mota, disse ao Expresso que desejava “abrir autoestradas culturais entre a França e Portugal” - com efeito, a criação artística portuguesa, designadamente na música, teatro e dança, tem sido privilegiada na programação regular, ao longo destes anos, do Théatre de la Ville.

Volta a acontecer o mesmo no “Chantiers d’Europe” de 2015, que é inaugurado oficialmente nesta quinta-feira à noite com um espetáculo da jovem fadista Gisela João, que se estreará desse modo num grande palco da cena parisiense.

Além dela, estão ainda programadas, designadamente, representações teatrais das companhias portuguesas Mala Voadora, Teatro Praga e Teatro Griot, bem como de Marco da Silva Ferreira (dança), Noiserv (David Santos) e de Paulo Lameiro, estes últimos na secção espetáculos juvenis e performances.   

Gisela João é apresentada pelo Théatre de la Ville como "personificando a renovação do fado, interpretando um reportório que inclui tonalidades diferentes: canções de amor, jazz e mesmo pop".