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Salif Keita e Toumani Diabaté vão iluminar Sines

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Os italianos do Canzionere Grecanico Salentino serão uma das presenças no FMM

D.R.

Entre 17 e 15 de julho Festival Músicas do Mundo vai dividir-se entre Porto Covo e Sines com quase meia centena de espetáculos 

Está fechado o alinhamento definitivo da 17ª edição do Festival Músicas do Mundo-FMM, com encontro marcado para julho no concelho de Sines. De novo, o que se promete é uma experiência única de encontro e vivência das músicas feitas noutras latitudes, com um programa onde sobressaem as presenças de Salif Keita, Toumani & Sidiki Diabaté, Ibibio Sound Machine, Ana Tijoux, olando Julius, Thea Hjelmeland, Niladri Kumar, Capicua ou Dele Sosimi.

Sempre disponível para celebrar a importância e a riqueza da diversidade musical que o mundo comporta, o FMM pretende, segundo a organização, dar resposta a três objetivos essenciais. Desde logo "dar atenção às músicas urbanas, porque o mundo é cada vez mais urbano", depois dar palco "às misturas, aos cruzamentos e às miscigenações, porque o mundo é cada vez menos étnica e culturalmente puro e os artistas estão cada vez mais em contacto entre si", e, por fim, contribuir para divulgar "as expressões minoritárias ou ameaçadas, que também são músicas de hoje, mesmo se radicadas em tradições".

Como é habitual, acaba por haver sempre um pequeno festival das músicas de África no grande festival das músicas do mundo. Este ano estarão presentes músicos africanos de diferentes gerações, desde nomes que envolvem já algo de mítico à volta da sua criatividade artística, como Salif Keita, ou Orlando Julius, acompanhado pelos britânicos The Heliocentrics, e Toumani Diabaté. O projeto que aqui apresentará com o filho Sidiki venceu a categoria "Melhor Grupo" dos Songlines Music Awards 2015. Destaque ainda para a presença da angolana Aline Frazão e da cabo-verdiana Élida Almeida.

A aposta no feminino

Ainda no universo feminino, embora noutro registo musical, o do hip hop, lá estarão a poruguesa Capicua, bem como a chilena Ana Tijoux. Ainda no feminino e na área da música de dança, dois grupos apresentados pela organização do festival como "dois dos mais estimulantes da nova geração de música de dança global: Ibibio Sound Machine, um coletivo dirigido pela nigeriana Eno Williams, prémio "Revelação" nos Songlines Music Awards 2015, e Alo Wala, um projeto da cantora e ativista indo-americana Shivani Ahlowalia.

Festival sempre marcado por uma grande diversidade de propostas, o FMM tem um espaço sempre muito especial para as músicas tradicionais oriundas das mais diversificadas paragens do globo. Trans-Aeolian Transmission leva a música dos uigures de Xinjiang ao encontro do rock progressivo, enquanto Yat-Kha funde o rock com o canto gutural de Tuva, uma república da Federação Russa situada no extremo sul da Sibéria.

Há projetos porventura mais ligados às tradições musicais das regiões de onde provêm, como a proposta dos italianos Canzionere Grecanio Salentino, da região da Apúlia ou o Cuncordu e Tenore de Orosei, apresentado como um dos agrupamentos de canto polifónico mais importantes da Sardenha.

O FMM não se esgota na variedade de concertos contidos no cartaz e inclui, como é habitual, ateliês e espetáculos para crianças, cinema, "workshops", conversas com músicos e escritores e feira do disco e do livro.

Primeiro Porto Covo

O certame arranca a 17 de julho em Porto Covo com Janita Salomé, Forabandit (Occitânia/Turquia/Líbano) e Esko Järvelä epic male band (Finlândia), e por lá se mantém até dia 19, domingo. No dia seguinte transfere-se para Sines, onde termina no sábado seguinte com vários concertos na praia.

Os bilhetes podem ser adquiridos "on line" e em várias lojas e oscilam entre os 10 e os €15, conforme os dias do festival. O passe para as quatro noites no Castelo custa €40. Em Porto Covo, no palco da avenida da Praia, no Largo do Bocage e nos concertos da tarde no castelo a entrada é livre. A informação total sobre o FMM pode ser obtida em www.fmm.com.pt.