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Centenário do escritor Saul Bellow assinalado em Lisboa e Cascais

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Uma sessão com a presença de Helena Vasconcelos, Rui Tavares e Francisco José Viegas, dia 4 de junho na Bertrand do Chiado, em Lisboa, e uma conferência no Centro Cultural de Cascais, a 20 de junho, assinalam o centenário do nascimento do escritor norte-americano Saul Bellow.  

Helena Bento

Jornalista

O centenário do nascimento de Saul Bellow é assinalado na próxima quinta-feira, dia 4 de junho, numa sessão dedicada ao escritor norte-americano que vai contar com a presença de Helena Vasconcelos, Rui Tavares e Francisco José Viegas, anunciou a editora Quetzal.

A sessão, que terá início pelas 18h30 na Bertrand do Chiado, em Lisboa, será moderada pela jornalista Anabela Mota Ribeiro.

Saul Bellow, vencedor do Prémio Nobel da Literatura, vai ser também homenageado no dia 20 de junho, em Cascais, numa conferência organizada pela Fundação D. Luís I - "No Centenário de Saul Bellow: Um Escritor de Fôlego". Na sessão, que vai decorrer no Centro Cultural de Cascais a partir das 21h30, participam Teresa Alves e Mário Avelar, catedráticos, e a escritora e crítica literária Filipa Melo. 

Nascido a 10 de junho de 1915, em Lachine, um subúrbio de Montreal, no Canadá, Saul Bellow mudou-se com a família para Chicago aos nove anos. Em 1944, publicou o primeiro livro, "Dangling Man". Em 1954, venceu o National Book Award com "As Aventuras de Augie March" (foi, aliás, o primeiro escritor a ser distinguido com este galardão por três vezes), e o reconhecimento da sua obra parte dos críticos literários, que identificaram nele uma nova voz da literatura dos Estados Unidos, foi aumentando a partir daí.

A sua obra, em conjunto com a de Philip Roth, Norman Mailer, Isaac Bashevis Singer e Bernard Malamud, viria a ser classificada como ficção judaico-americano do pós-guerra, rótulo de que o escritor nunca gostou.

Em 1976, venceu o Prémio Pulitzer, ano em que foi também galardoado com o Nobel da Literatura pela "exuberância" das suas ideias e a "ironia, comédia e compaixão" dos seus escritos. Morreu em Brookline, no estado norte-americano de Massachusetts, em 2005. Tinha 89 anos. 

Em Portugal, tem publicados "Herzog", "O Legado de Humboldt" e "Ravelstein", seu último romance, editados pela Quetzal, "Agarra o dia" e "Henderson, o Rei da Chuva", pela editora Relógio D'Água, e "Jerusalém - Ida e Volta", editado pela Tinta-da-China, entre outros títulos.