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Música para todos os gostos na Gulbenkian

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O músico espanhol Jordi Savall será um dos partipantes na temporada de espetáculos de 2015/16 da Gulbenkian

LIONEL BONAVENTURE / AFP / Getty Images

Na temporada 2015/16 da Fundação Gulbenkian haverá consagrados e principiantes, jovens e nem tanto, orquestras e solistas. É uma programação de continuidade, depois dos cinquentenários do Coro e da Orquestra e da renovação do Grande Auditório.

Depois de uma temporada musical dedicada aos 50 anos do Coro Gulbenkian — e de as anteriores terem tido em foco a renovação do Grande Auditório e o meio-século da Orquestra —, a que na tarde desta quinta-feira foi anunciada não tem um tema específico que a norteie. Tem, sim, aquilo a que Risto Nieminen, o finlandês que comanda o Serviço de Música, já nos habituou: um pouco de tudo, novos e consagrados, orquestras e solistas, e o mundo a entrar numa programação maioritariamente erudita. 

Sendo o Jazz em Agosto que inaugura os trabalhos, a abertura oficial dá-se a 2 de setembro, com o projeto Orquestra XXI — formada por músicos portugueses a residirem fora do país — e Dinis Sousa, clarinetista considerado Jovem Músico 2014. A 20, a Orquestra Gulbenkian inicia a sua atividade. E se desta feita é dirigida por Pedro Neves, ao longo da temporada o será por nomes como Paul McCreesh (o seu maestro titular), Joana Carneiro, David Zinman, Alondra de la Parra, Susanna Mälkki ou Ernest Martínez-Izquierdo, entre outros. 

Sons do mundo
Muitas grandes presenças inundarão a Gulbenkian de boa música ainda este ano e o que aí vem, a começar pelas que compõem o Ciclo Músicas do Mundo, talvez aquele que apela a um público mais diverso. 

Falamos de Estrella Morente, da catalã Silvia Pérez Cruz, de Alireza Ghorbani e as suas canções de amor persas, de Hirundo Maris com Arianna Savall e as sonoridades do norte e do sul, de Victor Gama à frente de uma ópera multimédia, de Alim Qasimov Ensemble a tocar música espiritual do Azerbeijão. 

No outro extremo, a música antiga mantém o seu lugar, com Jordi Savall e o Hespèrion XXI, o cravista Cristiano Holz, a Orquestra Divino Sospiro, os Grandelavoix ou o Ensemble Pygmalion — que traz "Trauernacht", um concerto encenado a partir das Cantatas de Bach e em torno da ideia da morte. 

Entre os convidados para o Ciclo Grandes Intérpretes está um amplo contingente vindo da Venezuela, como a Orquestra Juvenil de Caracas sob a batuta de Dietrich Paredes, o clarinetista Pacho Flores ou o Coral Nacional Juvenil Simón Bolívar. Também a Chamber Orchestra of Europe dirigida por Leonidas Kavakos, o barítono Matthias Goerne, a Gustav Mahler Jugendorchester sob a direção de David Afkham ou a meio-soprano Joyce DiDonato serão ouvidos . Pianistas, esses, não faltam, e basta apenas referir alguns: Nelson Freire, Alexei Volodin, Sequeira Costa, Christian Zacharias, Benjamin Grosvenor, Grigory Sokolov, Nikolai Lugansky ou Yefim Bronfman. 

Rodrigo Leão, ópera e festivais
Um dos momentos altos da temporada será certamente o concerto de Rodrigo Leão com o Coro e a Orquestra Gulbenkian (a 20 de novembro), num encontro em que se tocam temas compostos pelo primeiro - cantados por Selma Uamusse e dirigidos por Paulo Lourenço - que irá ser registado em disco durante o verão. Por sua vez, no campo da voz, dá-se continuidade às transmissões em direto e HD do Metropolitan Opera de Nova Yorque, que este ano conta com títulos como "Il Trovatore" e "Otello" de Verdi, "Tannhäuser" de Wagner, "Lulu" de Alban Berg ou "Turandot" de Puccini. 

Como já é habitual, o Festival Jovens Músicos (de 30 de setembro a 2 de outubro) apresenta os seus premiados o Festival Cantabile (de 23 a 26 de setembro) privilegia a música de câmara. Haverá também concertos aos domingos, às 11h e às 16h. E a parceria com o Teatro Maria Matos será responsável pela apresentação das peças de teatro musical "Be With Me Now", encenado por Julien Fisera, e "L'Autre Hiver", 'ópera fantasmagórica' de Dominique Pauwels e Norman Chaurette.  

A 14 e 15 de novembro regressa a iniciativa "Concertos Participativos", em que o público é convocado a juntar-se ao Coro Gulbenkian na interpretação do "Messias" de Händel.