O preso político Orlando Zapata Tamayo morreu ontem à noite (hora de Lisboa) depois de 85 dias em greve de fome contra o Governo castrista.
Orlando pertencia ao grupo de 75 dissidentes condenados em 2003 a penas de 18 a 25 anos de prisão por desrespeito da ordem pública, desordem e resistência ao Governo.
Zapata Tamayo era considerado pela Amnistia Internacional "preso de cosnciência". A sua morte já foi condenanda por associações de Defesa dos Direitos Humanos e de resistência ao regime cubano.
"Já assassinaram Orlando Zapata Tamayo, já acabaram com ele. A morte
do meu filho foi um assassínio premeditado", acusou a mãe do preso político, Reina Tamayo Danger.
Relatos do Directório Democrático Cubano, uma associação oposicionista sediada em Miami, indicam que em Outubro de 2009 Zapata Tamayo foi brutalmente agredido por militares na prisão provincial de Holguín, provocando-lhe um hematoma interno na cabeça que obrigou a uma intervenção cirúrgica.
Nos últimos dias, Zapata foi transferido do centro médico prisional para o Hospital Amejeiras.