O governo espanhol disponibilizou um avião hospital para transportar para Espanha o dissidente cubano Guillermo Fariñas
, mas este só aceita com a garantia de poder voltar a Cuba, informou hoje a sua porta-voz, Liset Zamora.
A oferta do governo espanhol foi comunicada pelo conselheiro político da embaixada de Espanha em Havana, Carlos Pérez-Desoy, à mãe de Fariñas, Alicia Hernández, que o acompanha no hospital da cidade cubana de Santa Clara, onde o dissidente está internado desde o passado dia 11, no seguimento de uma greve de fome.
Guillermo Fariñas, sociólogo e jornalista, de 48 anos, já recusou outras ofertas de asilo, a primeira das quais de Espanha, tendo destacado que só aceitará agora viajar para Espanha se lhe garantirem que pode regressar à ilha para continuar a reclamar a libertação de 26 presos políticos, que se encontram doentes.
Grave infeção
A saúde de Fari¤as piorou nos últimos dias devido a uma "grave infeção" que contraiu no hospital através do cateter pelo qual está a ser alimentado, disse à Efe a mulher do dissidente, Clara Pérez.
Fariñas iniciou a greve de fome depois da morte em Havana de Orlando Zapata, que, por seu turno, esteve 85 dias em greve de fome. O jornalista insiste que apenas pede ao Presidente de Cuba "um gesto humanitário": a libertação da prisão dos opositores enfermos.
O Governo cubano acusa Zapata e Fari¤as de serem criminosos comuns e "mercenários" ao serviço dos Estados Unidos.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso