25/05/2012 atualizado às 0:38
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CSN sobe preço pela Cimpor

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) brasileira aumentou a contrapartida da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a Cimpor para 6,18 euros por ação.

15:29 Sexta feira, 12 de fevereiro de 2010
A Camargo Corrêa tornou-se no maior acionista individual da cimenteira portuguesa
A Camargo Corrêa tornou-se no maior acionista individual da cimenteira portuguesa
João Carlos Santos
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) subiu a contrapartida da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a Cimpor para 6,18 euros por cada ação e baixou a condição mínima de sucesso da oferta.
 
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a CSN refere que a OPA passa a ter como condição mínima de sucesso a compra "de, pelo menos, um terço do capital social da Cimpor mais uma ação". 
 
"A oferta está subordinada à aquisição (...) de um número de ações que, adicionadas às ações que venham eventualmente a ser adquiridas fora da oferta pela oferente e/ou por sociedades com ela em relação de domínio ou de grupo, independentemente do local da respetiva sede, representem, pelo menos, um terço do capital social da Cimpor mais uma ação", lê-se no comunicado. 

50% do capital da cimenteira


 
A oferta da CSN, anunciada a 18 de dezembro, propunha o pagamento de 5,75 euros por cada ação da Cimpor e tinha como condição mínima de sucesso a compra de, pelo menos, 50% do capital da cimenteira.    

Segundo o comunicado, a "oferta é objeto de suspensão até que a oferente
divulgue adenda aos documentos da oferta, após aprovação pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários já requerida". 
 
O conselho de administração da Cimpor já tinha rejeitado a oferta da CSN, recomendando aos acionistas da cimenteira que não vendessem as suas ações a "preço de saldo". 
 
As ações da Cimpor, que estiveram suspensas até a divulgação do comunicado da CSN, seguem a valorizar 5,29% para 5,79 euros. 
 
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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