A Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) sobre a Cimpor terminou hoje sem sucesso, com a CSN a conseguir adquirir apenas 8,6% da empresa cimenteira portuguesa.
No total a CSN conseguiu comprar 57,5 milhões de ações da Cimpor, muito longe do patamar mínimo de sucesso, de 33% mais uma ação, definido pela empresa brasileira.
A sessão especial de bolsa, em que foram divulgados os resultados desta OPA, decorreu na Euronext Lisboa numa rápida cerimónia com a presença da administração da empresa portuguesa, que não comentou ao desfecho desta operação.
O anúncio preliminar da OPA foi feito a 18 de dezembro de 2009, tendo a CSN lançado uma oferta sobre a totalidade do capital da Cimpor, com uma contrapartida de 5,75 euros por ação.
Miguel Ataíde Marques, presidente da gestora da bolsa portuguesa salientou que "foi o mercado a funcionar", frisando ainda a importância deste tipo de operação no mercado de capitais.
A CSN acabaria, no entanto, por rever as condições da oferta, aumentando o preço para 6,18 euros por cada ação e baixando a contrapartida para, pelo menos, um terço do capital da cimenteira mais uma ação.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.