2002 - Isaltino Morais era presidente da Câmara de Oeiras há 16 anos quando abandona o cargo para assumir funções de ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente do XV Governo Constitucional, chefiado por Durão Barroso.
Abril 2003 - Isaltino abandona o cargo de ministro, quando surgem suspeitas de que tinha contas bancárias não declaradas na Suíça e na Bélgica, dando lugar a uma investigação levada a cabo pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.
Junho 2005 - Em plena pré-campanha eleitoral autárquica, onde era candidato independente, Isaltino é constituído arguido.
Junho 2008 - O Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa decidiu que o autarca vai a julgamento, por crimes de participação económica em negócio, corrupção, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal.
Agosto 2009 - O presidente da Câmara de Oeiras é condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais no tribunal de Sintra. Perante esta sentença, Isaltino Morais recorre para a segunda instância.
Julho 2010 - Depois de apreciar o recurso, o Tribunal da Relação de Lisboa decide baixar a pena de prisão de sete para dois anos pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, mas anulou a pena de perda de mandato.
Setembro 2010 - Ministério Público recorre da decisão do Tribunal da Relação de Lisboa. Defesa de Isaltino Morais avança com recursos para o Tribunal Constitucional e para o Supremo Tribunal de Justiça para "fazer cair" a pena de prisão efetiva.
Maio 2011 - O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) rejeita pedido de anulação de pena de dois anos de prisão efetiva de Isaltino Morais e faz subir para o dobro a indemnização cível a que estava sujeito a pagar. Para que a decisão não transite em julgado, Isaltino Morais apresenta recurso ao Tribunal Constitucional. A defesa do autarca apresenta também um recurso para o STJ, arguindo nulidades da decisão condenatória do Tribunal da Relação.
Junho 2011 - O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) admite a subida do recurso da defesa de Isaltino Morais para o Tribunal Constitucional, com efeito suspensivo da pena de prisão efetiva.
Setembro 2011 - Isaltino Morais é detido pela PSP, no "cumprimento de um mandado de detenção".