20 de junho de 2013 às 0:28
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Reportagem

Crise faz disparar abandono de animais de estimação

A crise está a empurrar para fora de casa os elos mais fracos: os amigos de quatro patas. Tal como acontece em Atenas, por cá é na Grande Lisboa que a situação é mais visível e preocupante.
Carlos Paes (infografia), Vanessa Sardinha (reportagem), André de Atayde e Fernando Pereira (vídeos)
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Abandono de cães e gatos em crescendo preocupante

Os cortes nos gastos já estão a atingir os animais de estimação. À sombra da crise, milhares de animais de companhia são abandonados de norte a sul do país: nas ruas, entregues aos cuidados de associações ou depositados em canis municipais.

De acordo com os dados divulgados pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária só na Grande Lisboa a captura de animais errantes, cães e gatos, passou de 4442, em 2010, para 5629, em 2011. Um aumento considerável para quem está encarregue, não só, de tirar estes animais da rua, como de lhes dar um destino.

Os números deste ano ainda não estão disponíveis, naturalmente, mas os sinais de que a situação está em crescendo são evidentes, sobretudo quando a própria câmara da capital não só não está a fazer recolha, como tem o canil encerrado para obras, sem data para reabrir, como disse ao Expresso o vereador do Ambiente Urbano da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, numa entrevista que pode ser vista num dos sete vídeos que acompanham este trabalho.

De lotação esgotada, a maioria das associações luta todos os dias para fazer face a um problema que cada vez mais caminha a par e passo com a crise. A falta de apoios, financeiros e alimentares, a diminuição do número de sócios e a falta de espaço para acolher tantos animais faz com que a vontade de ajudar seja incompatível com a realidade. Em tudo.

Mais animais, menos adoções: uma combinação preocupante

A balança mostra um desequilíbrio ainda maior quando o número de devoluções de animais se alia à indisponibilidade para adotar ou para adoções com prazo de validade, já que muitos animais são devolvidos ao fim de pouco tempo.

A insuficiente capacidade de resposta das associações aumenta com os pedidos de ajuda que chegam diariamente. A SOSAnimal, por exemplo, sediada há cerca de um ano em Caparide, fala de "30 a 40 pedidos de ajuda por semana" e de um baixo número de adoções, num ano que consideram estar a ser "muito crítico".

Às antigas razões apontadas para abandonar o amigo de quatro patas, como as alergias, os divórcios ou as férias de verão, junta-se agora a falta de dinheiro e a taxa de emigração que cresce com os problemas económicos do país. Tudo isto faz um cocktail onde, além do sofrimento dos animais, se alastra a problemas de saúde pública e até de segurança para as pessoas.

A Associação São Francisco de Assis, em Sintra, abriu as portas ao Expresso já que é outro exemplo do que está a acontecer: anualmente recolhe entre 350 a 400 animais, a ideia de "fechar portas" está, por enquanto, posta de parte, mas as dificuldades aumentaram e é cada vez mais difícil fazer face à situação.

Sobre isto, Maria João Pulido, uma das responsáveis por esta associação, salienta a "razoável" percentagem de animais que têm vindo a ser devolvidos e que agrava, não só o problema da falta de espaço, como dos meios de subsistência que se mostram diminutos.

Até nos veterinários são largados animais

Para quem o abandono do animal não é opção, o descuido dos cuidados veterinários deste começa, contudo, a ser uma inevitabilidade. São muitas as pessoas que pela sua fraca condição económica adiam os cuidados médicos do animal ou, no limite, acabam mesmo por se "esquecerem" de ir buscar o bicho após uma intervenção cirúrgica ou outro tipo de tratamento ambulatório.

A situação está de tal forma que a Ordem dos Médicos Veterinários disse ao Expresso que está a pensar numa forma legal de contornar esta situação. Resumindo: como podem os veterinários "desfazer-se" dos animais esquecidos nas clínicas, sem caírem na ilegalidade?

António Ferreira, médico e um dos responsáveis da Faculdade de Medicina Veterinária, diz ter uma ideia do que se passa nas clínicas - pelo feedback que recebe por parte dos colegas que exercem no privado - e explica que no Hospital Veterinário a situação não é tão grave, mas que já tem sinais claros dos efeitos da crise.

Este médico, que também ali é docente, não regista uma quebra das receitas hospitalares mas nota que as pessoas estão "mais retraídas" no momento de avançar para tratamentos mais dispendiosos.

"Não ao abandono dos animais" é insuficiente

Canis municipais, associações e entidades como a Ordem dos Médicos Veterinários, unem-se no apelo ao "não abandono dos animais".

Uma boa intenção, mas se o passado não resolveu o problema, muito menos agora conseguirá ter sucesso para travar o que está a acontecer. É que, como a crise não dá sinais de vir a passar nos próximos tempos, este é um problema que tende a agravar-se até ao ponto de atingir as proporções que tem neste momento a Grécia, como tão bem descreveu Clara Ferreira Alves na reportagem que fez em Atenas para o Expresso: "Os cães dormitam na sombra dos prédios e das igrejas, no vão das portas e das lojas, nas lajes das praças e monumentos. Dormitam e vagueiam, sem rumo, abandonados. São muitos. São demasiados."

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São eles os nossos verdadeiros amigos
e, assim, somos os ingratos de sempre que, quando atingidos por nossas desgraças pessoais ou da gente da qual fazemos parte, optamos pelo salvamento da pele e mostramos nossa profunda ingratidão, relegando nossos companheiros à sorte, sem o menor pudor. É o mesmo que fazemos com a Natureza e, por isso, vamos de alguma forma lamentar nossas ações ainda durante os parcos dias de vivência que tenhamos a desfrutar. Rio Grande
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Quem se lixa são os Cachorros
Assim se vê o que se esconde por detrás das tais associações de defesa dos Animais, que gastam milhões a tentar destruir a cultura portuguesa, mas que aos canis e gatis nem 1 grama de comida oferecem!

Essa corja de traidores à pátria recebem milhões do estrangeiro para promover manifestações contra a tauromaquia, mas não dão um cêntimo aos animais que precisam de ajuda!
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AONDE ESTÃO OS DEFENSORES DOS ANIMAIS!
Fugiram?
Comprar um animal não é o mesmo que comprar um brinquedo! Ao comprar um cão terei de apontar para um tempo de vida à volta de 15 anos, até lá devo tratá-lo como amigo, e não abandoná-lo na rua. Que amigos são estes?
Eu não tenho animais, mas seria incapaz de fazer isto a um animal!
Abandono
Infelizmente, já fomos habituados a ouvir noticias sobre abandono de animais durante o período de férias. Agora a nova "tendência" de abandono tem por de trás a desculpa da crise. Acredito que muitas famílias perante esta conjuntura não consigam suportar os custos (vacinas, alimentação etc) inerentes aos animais. No entanto, existem soluções ... e uma das soluções que eu encontro é começarem apostar nas marcas brancas que o Continente e o Pingo doce detêm em toda a gama animal ( consegue-se poupar mais de 50% ). Tal como os humanos, os animais precisam de alguém que cuide deles e que lhe dêem carinho e se muitas pessoas são incapazes de abandonar um familiar, também deveriam ser incapazes de abandonar animais. E, se já não os "quiserem" dêem a alguém ou deixem nas instituições (apesar de já estarem lotadas). Abandonar em estradas ou em plena rua é de tremenda crueldade.
A receita é para (quase) todos...
... e já nem cães ou gatos podem ser piegas!
Os lulus estão excepcionados...
"ERA BOM"
Que O PPC segui-se este mau exemplo e deixa-se ao abandono alguns dos animais de estimação que tem no governo.
kácus
Abandono de animais
Se os auto-intitulados Seres Inteligentes conseguem torturar ,matar um Ser Humano porquê a admiração de abandonarem um animal .....férias,crise económica ? Desculpas para Seres que só tem maldade dentro deles .
Não vejo nada de especial...
Só vejo os donos com os cães a emporcalhar os passeios.
O Carlos, a Bánessa, o Ándré e o Nándo resolveram inventar mais uma "notícia" sobre a crise para nos exocrinar... Safa, que estes tipos não fazem nada de jeito.
Re: Não vejo nada de especial... Ver comentário
Você deve ter a mania que é melhor que os outros.. Ver comentário
Re: Você deve ter a mania que é melhor que os outr Ver comentário
Re: Você deve ter a mania que é melhor que os outr Ver comentário
Outro santinho... Ver comentário
Re: Você deve ter a mania que é melhor que os outr Ver comentário
Trabalho? Ver comentário
És um santinho, querido... Ver comentário
Re: És um santinho, querido... Ver comentário
Deves ter pouco que fazer... Ver comentário
Re: Deves ter pouco que fazer... Ver comentário
Re: Não vejo nada de especial... Ver comentário
E tu és muito parvinho... Ver comentário
Re: E tu és muito parvinho... Ver comentário
Re: Não vejo nada de especial... Ver comentário
E muita sorte
têm eles (por enquanto)...
Quando os danados dos nazis invadiram Paris, os cães e os gatos começaram a desaparecer, misteriosamente.
Foi um sumiço.
Os amigos descartáveis.
Estas atitudes são demonstrativas da nossa frieza. Mas a verdade é que também fazemos isso com amigos de duas patas! A amizade é assim muito rara. O que há é "amigos" de ocasião ou de interesse.
...
Onde anda a consciência das pessoas?

O paradoxo a que assistimos ... usam mais depressa as pessoas nas suas vidas... descartam ainda mais depressa os animais das suas vidas... mas veneram/amam por demais a parte abjecta dos objectos ...

Triste o que foi visto aqui!...
e algum dia tiveram condições para ter um pet?
Pq razão insistimos em querer parecer-ser o que não somos, querer ter o que não podemos e querer viver como não podemos?
Eu deixo uma pergunta: que condições tem uma pessoa, um casal, uma familia, para viver com um,dois,três... animais num apartamento, num prédio, no meio da cidade?
é para vir passear à rua com o bichano e deixar os dejetos pela rua abaixo e rua acima...
eu não sei quem seja mais pobre, se o animal se o próprio dono em si...mas que há cá com cada um, lá isso há...
Se não têm condições, não tenham animais! e mais nada! se não depois apercebem-se que não o podem ter, e abandonam-no, e depois as super tias vêm todas indignadas defender os animaizinhos,pobre coitados...
Re: e algum dia tiveram condições para ter um pet? Ver comentário
Re: e algum dia tiveram condições para ter um pet? Ver comentário
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Sinal da crise?
Sinal é da estupidez humana que todos os anos por esta altura dá mais um "sinal de vida"!

Quem adopta um animal deve levar a adoptção às últimas consequências. Quem não conseguir contente-se com um peluche ou de plástico!
incentivos fiscais precisa-se
nao sei se a crise se refelete tanto assim nos abandonos de cachorros como a reportagem fala....mas reconheço que e preocupante em todo o mundo e fora da crise.....
  as campanhas de adoçao so por si nao resultam...ate porque a proliferaçao de animais vadios faz aumentar em progressao geometrica o contigente de animais abandonados.. nao havendo por parte do estado uma politica concertada.......
se por acaso cada animal de estimaçao pudesse ter um incentivo fiscal, porventura haveria maior cuidado por parte dos donos de preservar essa fonte de amizade e de incentivo fiscal.... ate porque ajudava a manter os vetrinarios, e as atividades destinadas aos animais de estimaçao.. que de facto sao mais companhia e amizade que muitos dos seres humanos que estao ao nosso lado......
Re: incentivos fiscais precisa-se Ver comentário
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Re: incentivos fiscais precisa-se Ver comentário
Re: incentivos fiscais precisa-se Ver comentário
Re: Crise faz disparar abandono de animais de esti
Obrigada
Carlos Paes
Vanessa Sardinha
André de Atayde
Fernando Pereira
pela reportagem independentemente de gostarmos ou não, é a opinião que foi focada em pessoas que sabem o que estão a falar e que sentem na pela este lado da crise. Embora eu ache que a crise não tem nem pode ser desculpa para tudo.

Ler mais: expresso.sapo.pt/crise-faz-disparar-abandono-de-animais-de-estimacao=f742185#ixzz21 j8zaA00
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