16 de abril de 2014 às 16:12
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Crise em Espanha pode ser desastrosa para Portugal

A situação espanhola, a economia portuguesa vista pelo 'Financial Times' e o aumento de capital do BES na análise de João Vieira Pereira, diretor adjunto do Expresso, no Jornal de Economia da SIC Notícias.
(www.expresso.pt)
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Artigo FT
Tive oportunidade de ler no original o artigo do FT e pareceu-me que o autor tentou "pintar" um cenário menos pessimista que não casa muito bem com a realidade dos indicadores económicos...pode ser verdade que as exportações se estejam a comportar razoavelmente em contra ciclo com os outros agregados do PIB, que as reformas no sector do SPA estejam a ser implementadas ou que a reforma laboral seja uma realidade.
No entanto a recessão económica é uma realidade presente e pior a manter-se nos próximos anos. O PIB vai contrair-se 3,7% em 2012 (OCDE) e 1% em 2013.
O desemprego real deverá chegar perto dos 20% no final de 2012, o que é um drama social !
Por outro lado a consolidação das contas públicas tem-se feito muito mais pelo lado das receitas fiscais do que pelo lado do corte em despesa pública corrente e não se vê no imediato que essa tendência seja invertida. Pior a questão das "rendas excessivas" que configura uma verdadeira injustiça no que à repartição dos sacrifícios diz respeito, está longe de ser resolvida - não se vêem negociações que se traduzam em resultados concretos por exemplo na energia EDPs, SCUTS e PPPs lato senso.
Até o objectivo de deficite orçamental de 4,5% para 2012 parece estar longe de ser cumprido dada a evolução, bem abaixo do esperado do encaixe a nível da receita fiscal - basta ver a evolução do IVA, IPP e outros impostos indirectos. No que diz respeito aos impostos directos com o investimento em recessão e o desemprego em alta (menos e IRS)
O comentário de João Vieira Pereira
(que considero um analista bastante comedido)

Os comentários vindos do exterior:

- Em relação a Espanha: "Já vimos este filme com a Grécia, Irlanda e Portugal e depois foram resgatados"

- Em relação a Portugal: "Conseguem apontar que estamos no bom caminho mas nós somos sempre pessimistas"

Afinal, os comentários vindos do exterior são bons ou não?
Crise em Espanha pode ser desastrosa para Portugal
Em tempo que já lá vão, mas que não se passou assim tanto tempo, Christine Lagarde referia que ninguém estava a salvo. Se por acaso fosse Primeiro Ministro provavelmente a conversa seria outra e não faltaria que por aí o continuasse a diabolizar e a dizer que ele era o culpado. Mudam-se as pessoas mudam-se as opiniões, mas o que não muda são os problemas reais, pois esses permanecem e infelizmente até se agravaram e só não vê o óbvio quem não quer. Temos hoje mais desempregados e pagamos taxas mais elevadas, mais falências e a vida mais cara. Como pode alguém dizer que vamos no bom caminho e estamos melhor hoje que há um ano.

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Nem por isso. Portugal tem autonomia economica
dado que finalmente começa a aparecer o trabalho do ministro da economia depois de porfiados estudos. Dado o aumento da esperança de vida os cidadãos têm que trabalhar até mais tarde e o ministro não perdeu tempo teve uma iniciativa digna de registo na sua area para contribuir para o desnvolvimento do País. A implementação de uma fábrica de bengalas para os cidadãos, devido ao aumento da esperança de vida, se poderem deslocar para os locais de trabalho. Com esta medida e com os cortes nos salários, diminuição das ferias, aumento das horas de trabalho, deslocalização forçada do local d trabalho, redução para meta no pagamento de horas extraordinárias e de cortes em outros subsidios, estão criadas as condições para os mercados funcionarem mno sentido do bem estardas populações e o consequennte equilibrio do deficit e das contas do Estado, dos grupos financeiros e das empresas estrategicas da eonomia poderem contnuar a pagar bem aos seus gestores e accionistas. ...Tudo a BEM DA NAÇÃO...

Nunca é demais lembrar que
Portugal tem optimas condições para estes animais. Em meados de Março passado acabaram de ser montados doze ninhos artificiais para o abutre-preto numa herdade do Baixo Alentejo. Este esforço de conservação faz parte de um projecto para melhorar o habitat da maior ave de rapina da Europa e classificada como criticamente em perigo.

artigo FT continuação
...e mais gastos em transferencias sociais (subsidios de desemprego) não se vê como se atingirá o objectivo fixado pelo governo.
Neste contexto é muito difícil ser-se optimista.
Não me atrevo a dizer que o artigo do FT terá sido encomendado, mas lá que constitui uma operação plástica da realidade...
Uma coisa é certa, enquanto a economia não crescer, atraindo investimento, gerando emprego e riqueza e renovando o tecido industrial português potenciando vantagens comparativas com empresas bem posicionadas na escala de valor não há artigos do Financial Times que nos valham...
Foi este governo que destapou os portugueses
Foi este governo que destapou os portugueses , não será por isso uma rajada de vento vinda de Espanha a provocar o desastre.

Já estava a demorar depois da Grecia virem com a desculpa da Espanha.

É verdade que a situação espanhola é negativa para Portugal , mas se Portugal está neste caminho de desastre , nada o deve à Espanha , mas ao caminho de destruição da economia feito por este governo.

Não culpemos por isso , qualquer rajada de vento vinda de Espanha por um eventual desastre.

   
No mesmo FT ontem , ajustamento português – 15 ano

Coíncidentemente hoje tambem no financial times , o Martin Wolf , fala que o ajustamento português vai durar 15 anos.

Estão a imaginar o que isso representa , não , um longo calvario.

Como vêem , há notícias para todos os gostos.

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The external competitiveness of the eurozone depends on the exchange rate. Yet that is not a policy variable. Members can only seek to improve their competitiveness vis a vis one another. That is exactly what Germany did in the 2000s. Now this must be reversed. Goldman Sachs has provided two excellent pieces of research on what this might imply (“Achieving fiscal and external balance”, March 15 and 22). It concludes that, to achieve a sustainable external position, Portugal needs a real depreciation of its exchange rate of 35 per cent, Greece one of 30 per cent, Spain one of 20 per cent and Italy one of 10-15 per cent, while Ireland is now competitive. Such adjustments imply offsetting appreciation in core countries. Moreover, with average inflation of 2 per cent in the eurozone and, say, zero inflation in currently uncompetitive countries, adjustment would take Portugal and Greece 15 years ...

O pessimismo militante
Diz o comentador, "um bocadinho mais pessimistas" ? Só um bocadinho ?

É apenas nosso maior defeito.
É tempo de mudar de esquema
Meus caros,
está a chegar a hora de mudarmos este sistema anacrónico que os abutres que querem comer o nosso trabalho e suor têm dominado. É necessário barrmos as portas para uma nova era onde o nos tornemos fortes e respeitados de forma a não sermos presa fácil para os que se enchem à nossa custa. Vai a www.movimentopartidoiberico.com faz o REGISTO e põe as tuas forças a remar no barco rumo à nova era!
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