20 de junho de 2013 às 0:28
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Crise do euro: Ainda não saímos do túnel

Os europeus têm de se resignar: os problemas fundamentais da zona euro não estão resolvidos, prevê Nouriel Roubini.

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Em maio passado, o plano de salvamento permitiu evitar o "afundamento" imediato da Grécia e a explosão da zona euro. Mas, hoje, os diferenciais das taxas de juro encontram-se novamente no seu nível máximo. A aceleração temporária do crescimento da zona euro, no segundo trimestre, relançou os mercados financeiros mas, agora, é claro que a melhoria era passageira. Em todos os países "periféricos" da zona euro, o PIB regista uma contração (Espanha, Irlanda e Grécia) ou uma subida muito modesta (Itália e Portugal).

O próprio sucesso atual da Alemanha está repleto de obstáculos e o estímulo orçamental transformou-se em austeridade, o que poderá travar o crescimento. Além disso, as reduções das existências terminaram, tal como outras medidas de apoio à procura (como os planos de abate). O abrandamento do crescimento global - e o risco real da sua queda nos Estados Unidos e no Japão - limitará o crescimento das exportações, mesmo na Alemanha.

No que se refere aos outros países "periféricos" da zona euro, os problemas fundamentais mantêm-se: défices orçamentais e endividamentos elevados; enormes défices das contas correntes e dívidas do setor privado; perda de competitividade... É por isso que a Grécia é insolvente e a re-estruturação da sua dívida pública inevitável. É por isso que a Espanha e a Irlanda têm problemas sérios e que - apesar de ter uma situação orçamental relativamente mais sã - a própria Itália não deve poupar-se a esforços.

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