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Crise da dívida: stresse abrange 8 países na Europa

O risco de incumprimento voltou a subir na "periferia" e no "centro" da Europa na segunda-feira. O spread disparou para as obrigações espanholas a 10 anos, que fixaram novo máximo, desde a adesão ao euro, no dia seguinte às eleições legislativas.

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A crise da dívida continua a abranger não só os países "periféricos" como tocou, desde há semanas, o próprio "centro". Hoje estiveram em foco a Espanha e a Hungria, entre os "periféricos", e, pelo clube do "centro", a França, Áustria e Bélgica, de novo. O padrão do que ocorreu na semana passada repetiu-se.

Oito países da União Europeia aumentaram hoje o risco de incumprimento - Portugal, Irlanda, Itália, Hungria, Espanha, Bélgica, França e Áustria, segundo dados da CMA DataVision. Sete deles pertencem à zona euro, e cinco são membros do "clube da bancarrota" (TOP 10 dos países com mais alto risco de default). Apenas a Grécia, o líder do "clube", escapou, hoje, a esta subida.

Para além dos problemas específicos a cada país que tem estado em foco, os investidores internacionais defrontam-se com um espetáculo original na zona euro, com divergências públicas cada vez mais acentuadas, em torno nomeadamente do papel do Banco Central Europeu (se deve "monetarizar" ou não os défices dos países aflitos) ou de uma emissão de títulos da zona euro (os designados eurobonds).

Paradoxo espanhol


A principal atenção esteve centrada no caso de Espanha, depois das eleições de domingo que implicam a partir de 20 de dezembro um novo governo, agora do Partido Popular.

Mas, paradoxalmente, a vitória por ampla maioria absoluta de Mariano Rajoy não mudou o comportamento dos investidores e as yields (juros) das obrigações espanholas (OE) a 10 anos, no mercado secundário aumentaram, apesar inclusive da intervenção do Banco Central Europeu comprando títulos, segundo os traders do mercado. A yield das OE a 10 anos fechou em novo máximo histórico, desde a adesão ao euro, num nível de 6,55%, quando na sexta-feira tinha fechado em 6,38%, segundo dados da Bloomberg. O spread em relação aos juros dos títulos alemães (Bunds) subiu para 4,64 pontos percentuais (464 pontos base), a maior variação no dia de hoje no conjunto daqueles 8 países referidos. Segundo a Eurointelligence, os investidores internacionais antevêm que o novo governo irá lançar a Espanha numa vaga recessiva que dificultará ainda mais a sustentabilidade das contas espanholas e da economia do país.

Este movimento altista das yields nos prazos a 10 anos verificou-se também para os casos de Itália (que fechou em 6,66%), Bélgica (que fechou em 4,81%) e Hungria (que fechou em 8,39%). No caso da Bélgica, refira-se que o mediador para a formação do governo demitiu-se. O país continua sem governo desde as eleições de junho de 2010. A Hungria enviou hoje uma carta ao Fundo Monetário Internacional e à União Europeia para um plano de assistência, cujos moldes ainda não estão claros.

Aproximação de Espanha a Itália


A situação revelou-se estacionária no caso dos juros a 10 anos para as obrigações do Tesouro português, para as OAT (obrigações assimiláveis do Tesouro) francesas e praticamente para os títulos gregos.

Mas no caso dos spreads em relação aos juros alemães, o segundo maior aumento hoje verificou-se com o caso das OAT francesas, depois da Moody's ter publicado uma nota em que alertava para a possibilidade da França perder a sua notação de triplo A. A previsão feita pela agência de notação é clara: "Um aumento de 100 pontos base nas yields equivale, grosso modo, a um adicional de €3 mil milhões a mais nos custos de financiamento anual. Com uma previsão do aumento do PIB de apenas 1% para 2012, um serviço de dívida mais elevado tornará o objetivo de redução do défice orçamental mais difícil".

Seguiram-se, depois, por ordem decrescente, os aumentos do spread para os títulos austríacos, belgas e italianos.

Apesar deste agravamento, as yields a 10 anos quer para as OE como para os BTP (títulos italianos) ficaram abaixo do limiar crítico dos 7% e os spreads em relação aos juros alemães não chegaram aos 5 pontos percentuais (500 pontos base).

Observou-se uma certa aproximação entre as yields das OE e dos BTP a 10 anos, respetivamente 6,55% e 6,66%.

 

 

 

 


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Crise da dívida!... Crise nas democracias!...
Esta crise, é uma insustentabilidade do conceito de estado social equilibrado... atingiu o seu auge no ínicio deste século e jamais voltará a reequilibrar-se!
Os países com as ecónomias mais débeis, que optaram por um consumo baseado no crédito a pagameneto com rendimento virtual, são os primeiros a ser trocidados pela "nova democracia" (demo-tadura liberis).
O mundo está em mudança... são já incontáveis os países atingidos... 8 (...), a velha Europa que chegou a representar 1/4 da população mundial, vai em prespectivas, baseado em estimativas fiáveis, chegar no final deste século com uma representação de apenas 4% do "todo" global. Entendam-se estes reajustes sócio-económicos, como uma realidade duradoura... o desconforto destas alterações não serão entendidos por todos os agentes da mesma forma, e por isso, a contestação social vai aumentar em catadupa nos próximos anos, levando a que alguns países possam mesmo entrar num estado de guerra cívil. O caminho é irreversível, aquela democracia que se sonhou implantar em Portugal, jamais vingará. Nem na nossa casa, nem na dos nossos vizinhos!!!...
Re: Crise da dívida!... Crise nas democracias!...
A U.€. no seu melhor !
O FIM está próximo ! Casntemos o "Dé Profundis" para a EUROPA da MERKEL !
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