20 de maio de 2013 às 20:51
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Crise chegou à Europa há cinco anos

A descida das taxas de juro da dívida soberana em Portugal, a crise da zona euro e a recuperação de 200 milhões em impostos analisadas por Pedro Lima, editor de Economia do Expresso, no Jornal de Economia da SIC Notícias.
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Não fazia ideia !!

E eu que pensava que a crise era fresca, desde Junho passado.

Tantas vezes ouvi dizer:
 
"a crise é endémica, o problema é o PS"

"nós sabemos ao que vamos, nós somos a solução"

"Mercados e Agências não deixarão de reconhecer o que valem um governo e um presidente de Direita"

Re: Não fazia ideia !! Ver comentário
Re: Não fazia ideia !! Ver comentário
Em Portugal chegou com o Cavaco
A crise pode muito bem ter chegado só à Europa há 5 anos , mas em Portugal já chegou à muito tempo , à 27 anos com Cavaco , ainda que a economia crescesse nominalmente no curto prazo na altura , meteu Portugal num oito , num dead end , em termos de medio , longo prazo.
Re: Em Portugal chegou com o Cavaco Ver comentário
E em Portugal,para nossa desgraça,esteve Sócrates!
Infelizmente levou à troika.Que "socialistas" estes!
Crise? Qual crise? A que dorme e vive connosco?
A nossa última crise financeira doméstica, começou em 2000 a 2002.

Eu senti essa crise e muitos já estavam a alertar para os problemas que iam surgir.

Infelizmente os nossos políticos, incompetentes como sempre, empurraram os problemas com a barriga e toca a pedir dinheiro aos estrangeiro, já que era 'bom e barato' (mas mesmo assim tem de se pagar).

E até 2008 as jogadas políticas, os subsídios da UE, a coisa foi indo, como se a realidade pudesse ser escondida.

Mas eis que chegou o ano de 2008, com a bomba Americana das falências estrondosas.

Acordámos, começamos a fazer contas, e reparámos que tínhamos juros para pagar.

Como bons portugueses, pensámos que pedindo dinheiro para os juros, pedíamos um pouco mais e já tapávamos alguns buracos (tal como muitos portugueses que ao pedir empréstimo para a casa, aproveitavam para comprar carro, férias e alguns electrodomésticos).
O pior vem a seguir, quando nos dizem na cara que não acreditam na nossa economia (considerada lixo) nem na capacidade de gestão, e só nos emprestam com juros altíssimos.

Chamamos nomes, insultamos tudo e todos, mandamos lixo por correio, lembramos feitos antigos, mas os juros são cada vez mais elevados.

Agora mudamos de inimigo: TROIKA é o alvo a abater, mas sem eles, qual seria o nosso futuro?
Re: Crise? Qual crise? A que dorme e vive connosco Ver comentário
Re: Crise? Qual crise? A que dorme e vive connosco Ver comentário
A crise será eterna se não hpuver alternativa....
A catastrofe que alastra pela Europa com o aumento da pobreza e miséria, andamos a comentar noticias previamente orientadas que só mantêm esta situação preversa e a nada conduzem. Seria muito mais importante o debate de alternativas a este estado de coisas e não insistirmos no ridículo de manter o sistema de ditadura dos mercados defendida por politicos ao serviço de interessesque nada têm a ver com os cidadãos, mas sim com interesses transnacionais, para além dos deles próprios,que dominam a actividade economica e os meios de comunicação social. São predadores implacáveis e as presas são os cidadãos incautos. Subtraiem às populções para adicionar à Banca, perante a passividade dos inocentes. E o mais preocupante não é a acção dos maus, mas o silêncio dos bons. Assiste-se ao desmantelamento, dissolução, desintegração, e destruição das identidades nacionais e da própia civilização, únicamente por razões ideológicas ultra liberais. Assiste-se por outro lado ao definhamento da Cultura com o advento deste sistema. Está a ser corroida de forma larvar os fundamentos da Democracia, transformada em inimiga do povo e não como um poder dele emanado. Portanto é urgente resistir a este pensamento únicoque nosquerem impôr. Mas a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la, bem como às possiveis alternativas. Mas é dificil, dado o assalto feito à comunicação social. Instalou-se em Portugal uma estranha Democracia, onde uma minoria tudo recebe e o povo tudo paga.

Re: A crise será eterna se não hpuver alternativa. Ver comentário
Re: A crise será eterna se não hpuver alternativa. Ver comentário
2008...
mostro aqui o titulo apenas de um comentário meu feito no expresso....vejam o titulo e a data pena terem mudado o servidor e iriam ler sobre o que vinha ai....cancro financeiro do pais, banco de portugal, tott
14:41 | Quinta feira, 13 de julho de 2006 (1 pts) »

Ler mais: expresso.sapo.pt/gen.pl?p=users&user=169038&op=view#ixzz22tl3tG56
comentario de 2007 Ver comentário
A crise chegou à europa há 40 anos...
Desde que sou pequenino que se fala em crise. Desde o início dos anos 70 que o desemprego começou a subir e nunca mais desceu. Nos anos 60, uma taxa de desemprego «normal» era 2%, e com 4% muitos governos caiam. Na Alemanha, durante TODA A DÉCADA de 60 não houve um único ano com desemprego acima de 1%; houve vários abaixo d 0,5%. E desde os anos 80 que as taxas de desemprego andam nos 10%. Isso, só por sí, já seria uma crise.

Há portanto 40 anos que andamos nisto. Sempre que a coisa se agrava diz-se que «vem ai a crise».. mas a crise é permanente há 40 anos e resulta de «novidades» introduzidas nos anos 70 e 80. Atráz da eficiência desmantelaram-se as políticas económicas e as protecções (como o Glass-Steagal Act) que permitiram o crescimento económico do pós-guerra. Atrás do «longo-prazo» de Milton Friedman suportamos este desgoverno há mais de 30 anos.. e os resultados da nossa paciene e sofrida espera.. é isto.

Se estamos em crise há 5 anos.. ou há 40 anos, se calhar é porque somos burros, elegemeos gente burra, apoiamos políticas burras e não merecemos melhor. E como somos mesmo burros vamos insistir mais 5 anos nas mesmas políticas que nos meteram nesta crise, nas mesmas pessoas que nos meteram nesta crise, e nas mesmas estucturas que nos levaram a esta crise. E se estamos na merda, provavelmente, não merecemos melhor.
Re: A crise chegou à europa há 40 anos... Ver comentário
A Crise!
Estes senhores economistas, que há pouco mais de um ano, restringiam a crise aos gastos "excessivos" dos portugueses, afirmam agora que ela é europeia, quiçá internacional, teriam o condão de me fazer rir se o assunto não fosse feio. Como estes novos economistas são diferentes daqueles que conheci quando estudei no ISEG. Economistas preocupados com a sociedade, com quem trabalhava, com os pobres do mundo. Estes que nós ouvimos nas TVs têm nos olhos os cifrões que o patronato e a banca podem ganhar à custa de quem trabalha. Economistas e politólogos do regime que não se cansam de dizer que gastamos acima das nossas possibilidades. Quem? Os que trabalham e sempre trabalharam que vivem do seu salário. os que já trabalharam e vivem dos descontos que fizeram para a segurança social. Nunca é demais afirmar isto! As reformas não são uma esmola. São o resultado de muitos anos de desconto. Ah as reformas antecipadas! Muitas delas foram o resultado de rescisões por mútuo acordo com quem tinha 55 anos ou idade superior a essa a fim de se fecharem empresas que concorriam com as produções de países europeus consideradas excedentárias, países que agora nos apelidam de "preguiçosos". Os mais novos não podem lembrar-se mas os mais velhos lembram-se, com certeza! Das indústrias destruídas, da agricultura e das pescas abandonadas em nome da produção excedentária da Europa. Em nome da União Europeia! Os dinheiros entrados, oriundos da UE, o povo não os viu! Mas somos nós que temos de pagar!
A Crise! (cont.)
E pagamos com o quê? Com a baixa de salários, os mais baixos da Europa! Com a perda do direito à saúde, ao transporte, à educação! Quem ainda não teve de cortar na saúde para poder comer, pelo menos uma refeição decente? Quem tem dinheiro para ir ao médico com as consultas ao preço a que estão? Quem pode pagar as contas que agora os hospitais apresentam com um ordenado de 628 ou 700 euros? Os governantes, enquanto permitem reformas e ordenados escandalosos aos boys do centrão, atiram para a miséria e a indigência largas camadas da população. Quem pode pagar consultas a 100 euros? Quem pode pagar consultas e tratamentos de estomatologia? Quem viveu e está a viver acima das suas possibilidades? Banqueiros, grande patronato e boys do centrão. O povo viveu um bocadinho melhor, teve acesso à saúde sem ter de escolher entre comer e comprar medicamentos ou ir ao médico. E, sobretudo, teve acesso à educação, o que agora foi posto em causa pelo simples motivo de ter de colocar os seus filhos em turmas de trinta alunos alguns problemáticos que exigem dos professores um esforço que Nuno Crato não conhece porque fala de gabinete, sem experiência prática nas escolas.
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