24/05/2012 atualizado às 20:12
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Crise americana: tarde movimentada em Washington

Republicanos e democratas reunem esta tarde (hora local, noite em Lisboa) à porta fechada para discutir propostas divergentes sobre o teto de endividamento federal.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
15:08 Segunda feira, 25 de julho de 2011

Os Republicanos serão os primeiros e reunir à porta fechada a partir das 14h locais (hora de Washington), seguidos, mais tarde, pelos Democratas. Espera-se uma tarde (noite em Lisboa) movimentada.

Depois do rompimento de negociações entre o presidente Obama e os líderes Republicanos, as movimentações ocorridas durante o fim de semana não produziram fumo branco sobre a questão do aumento legal do teto de endividamento federal norte-americano.

O speaker da Câmara de Representantes John Boehner, líder dos Republicanos, decidiu não apresentar qualquer proposta pública no final do dia de domingo, mesmo perante o temor que se levantou do impacto do impasse em Washington nos mercados financeiros asiáticos que abriram ainda era noite de domingo nos Estados Unidos.

Propostas divergentes


Segundo a Reuters, as duas propostas divergentes em confronto sobre o problema do teto de endividamento são as seguintes:

-O líder democrata do senado Harry Reid desenhou uma proposta de cortes de 2,7 biliões de dólares (2700 mil milhões de dólares) para a próxima década contra uma subida do teto de endividamento atual no mesmo montante até 2013, incluindo o período eleitoral de 2012, culminando em eleições presidenciais em novembro. A proposta democrata pretende eliminar a possibilidade de continuar a pairar durante o período eleitoral que se avizinha "uma nuvem de um incumprimento possível ao longo de 2012", referiu a Casa Branca num comunicado endossando esta proposta como "rasoável";

-O speaker Boehner pretende um processo em duas fases, com uma primeira autorização imediata de subida do teto de endividamento num montante de 1 bilião de dólares (1000 mil milhões de dólares) com um montante de 1,2 biliões (1200 mil milhões) em cortes nos próximos dez anos, e uma segunda fase depois de fevereiro ou março de 2012 coincidindo com a dinâmica do ano eleitoral. A Markit, firma financeira londrina do mercado dos derivados, comentou esta tarde que "esta política poderá muito bem terminar pelos Estados Unidos perderem a sua notação de triplo A".

Caso não haja possibilidade de convergência, está na mesa como último recurso uma proposta do senador Republicano McConnell que funcionaria como uma válvula de segurança autorizando o presidente Obama a aumentar o teto de endividamento em três vezes até às eleições de  novembro de 2012.

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