Almada, 20 Jun (Lusa) - O presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, Alexandre Relvas, acusou na sexta-feira o actual Governo de ter abandonado dois terços do País.
Durante um debate promovido pelo PSD de Almada, o social-democrata referiu que o actual governo "não teve uma política de desenvolvimento regional" e alertou para o facto de "não existir nenhuma medida da qual os portugueses se recordem".
Em entrevista à Lusa, Alexandre Relvas, explicou que o interior de Portugal "ficou esquecido", em consequência de "não existir uma política para a agricultura" e chamou a atenção para o facto de hoje os agricultores serem a classe "mais revoltada" do país, relembrando que o têm demonstrado "frequentemente" com as "acusações graves" ao ministro da Agricultura.
Para o político social-democrata, as várias decisões em termos sectoriais, que o actual Governo socialista tomou, nomeadamente, na saúde, "não teve em linha de conta as necessidades do interior do País".
Questionado pela Lusa sobre se a grande prioridade do PSD são os sectores, actualmente, mais fragilizados, o social-democrata referiu que "uma das causas do PSD, a par do emprego, da pobreza infantil e das pessoas de terceira idade tem de ser a coesão económica e social regional".
"Tem de se olhar para o interior com novos olhos e o País tem que ter uma nova perspectiva em relação ao seu desenvolvimento", esclareceu o empresário.
Não querendo desvendar todas as apostas social-democratas para os próximos momentos eleitorais, Alexandre Relvas adiantou que a Educação será uma área em destaque: "Vamos dar especial atenção ao ensino secundário, porque os números do abandono escolar são impressionantes."
Esta medida na opinião do ex-secretário de Estado do Turismo esta é uma da áreas que "mais impacto pode ter na da realidade económica e social nacional" isto se "conseguirmos reduzir o abandono escolar e o número de estudantes que acaba o ensino secundário seja equivalente aos da União Europeia.
Outro dos domínios "relevante" no programa do PSD será a área da Saúde, em concreto a acessibilidade às várias especialidades com objectivo de reduzir as listas e o tempo de espera que são "muito significativos".
Para Alexandre Relvas é necessário "repensar" o sistema de organização da Saúde para "não cairmos nua situação em que os mais pobres do País não vão ter acesso a um serviço público de saúde".
Os temas sociais, segundo o empresário, vão ser os "temas centrais" do programa do PSD e em especial a questão do emprego.
A terminar a entrevista à Lusa ,Alexandre Relvas, destacou que com os resultados das eleições europeias o PSD se "afirmou como uma alternativa de governo credível em relação ao governo do PS".
SYC.
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