24 de abril de 2014 às 5:48
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Criminalidade "baixou ligeiramente" em 2010

Novo diretor nacional da PSP, Guedes da Silva, tomou posse hoje e antecipa números face a 2009.
Lusa

O novo diretor nacional da PSP, Guedes da Silva, revelou hoje que os números do próximo Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2010, indicam que houve um "ligeiro abaixamento" da criminalidade.

Em declarações aos jornalistas após a cerimónia de posse, no Ministério da Administração Interna, em Lisboa, Guedes da Silva afirmou que "a criminalidade geral teve um ligeiro abaixamento" e que foi "contida" a criminalidade grave e violenta, que se mantém nos níveis de 2009, quando representou cerca de seis por cento do crime praticado em Portugal.

No seu discurso, Guilherme Guedes da Silva afirmou que assume o cargo "numa época que exige diálogo permanente e adaptação ao contexto sócio-económico".

"Época complexa" na PSP


Trata-se de uma "época complexa" na Polícia de Segurança Pública (PSP), que teve nos últimos anos um processo de reestruturação, uma nova lei orgânica e um estatuto de pessoal, indicou.

Quanto à contenção orçamental imposta pela austeridade financeira, Guedes da Silva afirmou que este ano a PSP vai ter um "abrandamento de gastos" com que se espera uma poupança de 4,5 milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, o representante da Federação Nacional de Sindicatos de Polícia (Fenpol), Pedro Magrinho, afirmou esperar que Guedes da Silva tenha "motivação para corrigir o futuro", afirmando que "ninguém como ele para saber o que foi feito de mau no passado", uma vez que foi até agora diretor nacional adjunto.

Quanto a Armando Ferreira, do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), afirmou esperar mais diálogo dos sindicatos que representam os agentes da PSP com o novo diretor.

 

Comentários 3 Comentar
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E as cifras negras
Onde páram as cifras negras senhor Comandante, ou será que não sabe o que isso é.
Baixou mesmo?
Ou é o reflexo da ineficácia das nossas leis, que mais parecem defender o criminoso do que a vítima?

A polícia hesita em arriscar a pele ( e quem saba a das famílias), para o juiz soltar o bandido no mesmo dia.
E, se tiverem azar de disparar um tiro certeiro, o patife do criminoso passa a "jovem baleado por excesso de zelo".
Podem contar com um processo disciplinar e a carreira arruinada.

Quanto às vítimas, se tiverem a sorte de escapar, espera-as uma longa peregrinação de declarações, audiências, adiamentos ...até que tudo prescreva ou seja arquivado - isto se não gastarem uma fortuna com o processo.

Claro que a criminalidade desceu: muita já nem consta das estatísticas!

Não mudem as leis, que não faz falta...
Crise
Alguma quebra na criminalidade verifica-se-à como resulatdo da crise que atingindo a matéria prima para os criminosos, os coibe de trabalharem.
Será?
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