23 de abril de 2014 às 23:57
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Courrier Internacional

Cozinhar com canábis

Com a abertura de um restaurante que serve comida com "temperos especiais", parece que a canábis está a ter o seu momento de glória na cozinha.
O restaurante Earth Dragon Edibles, em Ashland, Oregon
O restaurante Earth Dragon Edibles, em Ashland, Oregon
Foto D.R.

A bonita cidade de Ashland, no sul do estado de Oregon, foi notícia em finais de abril, devido à inauguração de um restaurante especializado num tipo especial de cozinhados. A situação jurídica da culinária com canábis, servida pelo restaurante, é bastante ambígua.

O estado de Oregon, assim como outros 15 estados e a cidade de Washington, permite o uso da marijuana para fins medicinais. (Legislação semelhante aguarda aprovação numa dúzia de outros estados.) A polícia local afirma que o Earth Dragon Edibles - um nome longe de soar a hippies - está a infringir a lei, mas as notícias relatam a abertura do restaurante "sem incidentes".

Os clientes aparentemente sóbrios - ou "pacientes", como devem ser conhecidos - pareciam interessados. Um deles, um antigo polícia com uma bela barba branca e uma t-shirt com padrão tie-dye, disse: "Conheço os lados maus e os lados bons da marijuana, e sou deficiente há 30 anos e, até agora, ela tem-me salvado a vida". O que é animador.

A cozinha com marijuana tem uma longa e nobre tradição. Misturada com amêndoas moídas, leite e açúcar numa bebida chamada "bhang", é usada em rituais religiosos em grande parte do norte da Índia. As receitas chinesas com marijuana remontam ao século VII a.C., e Bartolomeo Platina incluiu uma receita para "uma bebida saudável de néctar de canábis" no primeiro livro de receitas impresso do mundo, o "De Honesta Voluptate et Valetudine" ("Do Prazer Honesto e da Saúde"), publicado em 1475.

Leia mais na edição de junho do Courrier Internacional, hoje nas bancas

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As drogas
têm o poder de ajudar a manter o grande provo no brete e, na atualidade, um rendoso negócio que parece estar nas mãos de traficantes, que só parecem foras-da-lei, caçados pelos organismos legais. Nada mais ilusório, pois o caminho da droga é de enorme interesse das grandes potências, encenação que mantém a atenção focada no assunto e longe da verdade. Uma falsa batalha contra o crime organizado. É um arsenal de dinheiro fácil, que pode ser aplicado sem constrangimentos e, no mesmo passo, uma forma de dominar os miseráveis. Tanto é verdade que, um dos maiores traficantes do planeta, é figura frequente na lista da Forbes. O cálculo da fortuna no homem seria feito de modo indireto, o que é uma deslavada mentira. Na verdade, há dados precisos que o poder constituído sabe de antemão, pois é o sócio oculto no negócio. Legalizar o uso da droga é legalizar o dinheiro oriundo do lucro da venda e, portanto, uma forma de controlar quem e o quê. Ora, o primeiro a não querer é justamento o Poder, para não precisar explicar como e quando usa o imposto auferido. A lógica é deixar como está e ter um exército de pistoleiros à soldo, para o que der e vier. E montanhas de dinheiro sem origem precisa, que verte ao lado da circulação legal. Só não vê quem acredita piamente numa democracia de sinceridades. Rio Grande
Reputação
Como é quase do conhecimento geral a canabis tem virtudes em curar ou minimizar o efeito desgastante de muitas doenças.Os interesses da industria quimica e do narcotráfico das drogas ditas duras e o estado de dependencia dos seus consumidores como clientes perpétuos tem impedido a legalização da canabis.Por vezes até parece que a unica droga maligna é a canabis,mas, de facto tudo tem a ver com lucros.A canabis é uma planta que se reproduz com facilidade e isso não é bom para o submundo que vive por conta do trafico.
 
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