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Em busca da felicidade nacional bruta
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Courrier Internacional: Al-Assad o último a abater

Na Síria, Bashar Al-Assad já não consegue dominar a rebelião mas esta ainda não tem força para o derrubar. Mas, o ditador está disposto a lutar até à última gota de sangue.
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Ano e meio depois, que é feito do movimento de protesto que varreu ditaduras e trouxe uma nova esperança aos povos  da África do Norte e do Médio Oriente? Poucos acontecimentos terão sido tão surpreendentes como a Primavera Árabe, iniciada com as barricadas e manifestações na Tunísia e a ocupação da Praça Tahrir, no Egito, em janeiro de 2011.

Caíram Ben Ali na Tunísia e Mubarak no Egipto. Kadhafi foi derrubado por uma insurreição armada, apoiada por forças da NATO mandatadas pela ONU, mas o fim do regime do coronel desestabilizou de vez o vizinho Mali, onde a guerrilha tuaregue e os grupos islamitas conquistaram o norte do país.

A monarquia marroquina fez um esforço de adaptação aos novos tempos e, na Argélia, a elite político-militar que celebra 50 anos no poder atravessou a tormenta sem danos de maior.

A ajuda da Rússia e da China 


Resta a Síria, onde Bashar al-Assad se tem revelado um assassino mais frio e cruel que Kadhafi mas mais eficaz. Até porque, ao contrário do falecido coronel, dispõe de apoios externos de peso, políticos no caso da China e militares no caso da Rússia.

Para além de que tem conseguido manipular os ódios e desconfianças entre o mosaico de povos e seguidores de credos religiosos de que (ainda) é feito o país. Sem esquecer que a filigrana explosiva em que se transformou o Médio Oriente joga (parcialmente) a seu favor: milícia pró-iraniana do Hezbollah no Líbano, simpatia do Governo iraquiano de maioria xiita e apoio total do Irão.

Coesão nacional em risco


O problema de al-Assad, como de todos os aprendizes de feiticeiro, é que, para se proteger, libertou forças que não consegue controlar. As dissensões entre as diferentes minorias podem quebrar a coesão nacional. Os excessos repressivos em vez de intimidar transformam indecisos em opositores e adversários políticos em guerrilheiros. Cedo ou tarde a Rússia deixará cair Assad.

A questão é que para o combater, europeus e americanos, que temem as consequências de uma intervenção armada internacional, delegam as operações em radicais sunitas e financiadores sauditas e qataris, criando o risco agravado de novas Al-Qaedas e Bin Ladens.

Leia mais na edição de julho do Courrier Internacional, hoje nas bancas.



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Edição Diária 17.Abr.2014

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