O jornal brasileiro "O Globo" escreve, na sua edição online, que os restos mortais de Adolf Hitler foram queimados em 1970 e lançados a um rio alemão por agentes do KGB (agência de espionagem soviética).
O general Vasily Khristoforov, chefe de arquivos do serviço de segurança russo, confirmou esta informação à agência noticiosa Interfax, segundo o diário carioca.
A ordem terá partido de Yuri Andropov, então chefe do KGB e mais tarde líder da União Soviética. Com o consentimento do Partido Comunista, mandou destruir os restos mortais de Hitler, da sua mulher, Eva Braun, do ministro da Propaganda nazi Joseph Goebbels e de toda a sua família. Goebbels e a mulher assassinaram os seis filhos, ainda crianças, antes de se suicidarem, a 1 de Maio de 1945. Hitler e Braun puseram fim à vida na véspera.
Alguns restos mortais guardados
Esta operação - cujo nome de código era "Arquivos" - visou evitar que a sepultura original do ditador e dos seus sequazes se tornasse um local de culto nazi. Foi levada a cabo a 4 de Abril de 1970 por um grupo especial de agentes, num recinto militar de Magdeburgo, na então República Democrática Alemã, onde os corpos tinham sido enterrados a 21 de Fevereiro de 1946. O exército soviético descobrira-os em Maio desse ano.
Os restos mortais de Hitler e dos seus próximos foram queimados perto de Shoenebeck, uma cidade a 11 quilómetros de Magdeburgo. As cinzas foram atiradas ao rio Biederitz, mas, segundo Khristoforov, a Rússia guardou partes do esqueleto do Führer.
"A mandíbula de Hitler está guardada nos arquivos do Serviço de Segurança Federal e fragmentos do seu crânio estão no Arquivo do Estado. Não há mais partes do corpo arquivadas", afirmou o general.