Um acordo na Cimeira de Copenhaga foi anunciado esta noite pelos EUA mas, segundo o "New York Times", ainda tem de ser aprovado pelos 192 países presentes e a própria administração Obama considera que "não é suficiente para combater a ameaça das alterações climáticas, embora represente um importante passo".
Membros das delegações da União Europeia (UE) salientaram que o acordo não exige o suficiente dos EUA, da China e de outros países grandes emissores de CO2, podendo colocar as indústrias europeias em desvantagem competitiva porque estas já estão sujeitas a um programa vinculativo de redução de emissões.
As informações ainda são confusas, mas o texto do acordo parece resultar de um consenso entre os Estados Unidos e quatro grandes economias emergentes: a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul. Ou seja, a UE, que tem liderado todo o processo das negociações climáticas nos últimos anos, fica de fora.
Isto representa um claro revés para as expectativas da UE em Copenhaga e dá aos EUA um protagonismo inesperado. Por causa da aproximação de uma tempestade na região de Washington, Obama já saiu de Copenhaga.
Sites oficiais da Cimeira de Copenhaga: