"Um conjunto de erros factuais elementares, omissões graves e afirmações infundadas". Esta é a forma como os ministérios das Finanças e Obras Públicas iniciam o contraditório do Relatório de Auditoria sobre a Concessão do Terminal de Contentores de Alcântara
efectuado pelo Tribunal de Contas.
O documento tem data de 21 de Abril, mas só hoje foi disponibilizado pouco antes de uma conferência de imprensa sobre o assunto convocada para as 19h30 no Ministério das Obras Públicas.
Como "erros factuais elementares", a resposta enviada ao Tribunal de Contas (TC) salienta que a participação do parceiro público em mais de 50% privado no investimento como sustentam os autores da auditoria "considera valores errados, confundindo todo o projecto Nova Alcântara com o projecto de ampliação do Terminal de Contentores, cuja participação pública é de 34%.
Em rrelação ao aumento da procura do Terminal de Contentores, os responsáveis dos dois ministérios defendem que "a revisão não ocorreu e a afirmação parece basear-se na leitura errada pelo Tribunal de Contas de uma linha de células (de uma folha do programa MS Excel) no modelo financeiro".