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Contagem decrescente para o terrível mês de setembro

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O que se temia é cada vez mais provável: o FMI pode vir a pôr-se de fora da tragédia grega. A Grécia poderá declarar falência em setembro e muito provavelmente será obrigada a sair do euro. E, bem vistas as coisas, é já a única solução racional que lhe resta. Tudo isto sem que o Syriza, que significaria o fim da Grécia, tivesse chegado ao poder.

O esforço inaudito dos gregos não serviu para coisa alguma. Era evidente que seria este o desfecho. Claro que quem se recusa a ver a impraticabilidade da aplicação de uma agenda recessiva para sair da crise, quem ainda acredita que é possível manter uma moeda única sem uma profunda reforma institucional e democrática da União e quem aproveita esta crise para, em vez de a ultrapassar, impor a sua agenda ideológica, continuará cego. Claro que o ministro da economia alemão já não se assusta, segundo as suas próprias palavras, com a saída da Grécia do euro. O trabalho alemão está terminado - a transferência da dívida para outros está garantida e o saque do que ainda podia ser saqueado está feito.

A narrativa continuará a ser a de que foram os gregos que não aplicaram uma receita com futuro. Ela esbarra com o que se está a passar em Portugal. O escrupuloso cumprimento, com um humilhante zelo, do memorando da troika tem tido, em todos os indicadores, péssimos resultados. Não há como o dizê-lo com meiguice, Portugal arrisca-se a ser o próximo candidato à saída do euro. E depois de nós, outros virão. Aquilo a que estamos a assistir, se nada for feito, é o começo da derrocada do euro e do projeto europeu. A cegueira da inconsciência alemã (mas não só), satisfeita com os juros negativos que a desgraça dos outros lhe garante, dificilmente o compreenderá.

É arriscado fazer qualquer prognóstico sobre o que acontecerá na Europa e em Portugal nos próximos meses. Mas, como a evolução económica a que temos assistido, é possível que Portugal tenha, depois de setembro, de fazer uma escolha: ou apresenta um plano de financiamento autónomo, que dê ao FMI garantias de sustentabilidade, ou assina um novo memorando com a troika, ainda pior do que o anterior. Qualquer uma das duas opções implicará mais austeridade, mais crise, e ficar ainda mais longe do objetivo que a troika diz querer garantir: o pagamento da dívida.

Não nos espera, no campo das soluções que a troika defende, nenhuma solução com qualquer futuro. Mesmo para quem acredite que o pagamento integral da dívida é matematicamente possível (ou seja, quem acredita que a vontade é independente da realidade dos números), a recessão que as receitas da troika impõe só nos afastam desse mirífico objetivo.

Sem uma mudança, nos próximos dois meses, na Europa (tão improvável), restam a Portugal três alternativas: uma renegociação radical do memorando e uma reestruturação profunda do pagamento da dívida; a saída do euro, seguindo um caminho de enormes sacrifícios que, apesar de tudo, nos permitirá reconquistar alguma capacidade de decisão económica e política; ou adiar uma destas escolhas, para que ela venha num momento em que seja ainda mais difícil sair do buraco em que ainda nos estamos a enfiar.

Se nada fizermos, haverá um momento em que o ministro da economia alemã dirá, sobre Portugal, que a nossa saída do euro já não o assusta. Esse será o momento em que entrará na cabeça de tanta gente que a credibilidade económica de um país se mede em números, não em certidões de bom comportamento. Já não causamos dano? Então vamos à nossa vida. É assim que as coisas funcionam. Por isso, era enquanto poderíamos causar dano que deveríamos ter batido o pé. Temo que já seja tarde demais.

Nenhuma das escolhas que nos restam - renegociação ou saída do euro - é fácil. Nenhuma é segura. Nenhuma nos dá um futuro animador. Mas a ideia de que é possível continuar a ter como única estratégia a de ser bom aluno, à espera de um prémio que nunca virá, é irresponsável e infantil. Em setembro poderemos ser confrontados com a inconsistência desta estratégia. Sei do que se lembrarão nessa altura: de um governo de salvação nacional dirigido pelos que nos deixaram chegar até aqui. No meio das tragédias, há quem se salve sempre.


Opinião


Multimédia

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Recorrências
Esgotado Relvas e deixando os fogos para depois, voltamos à Grécia. Difícil imaginar que alguém, que já provou ter miolos, insiste em nos impingir uma história em que o odioso cai sobre quem esteve e está , há anos, a tentar resolver uma situação causada pela inconsciência e irresponsabilidade dos governos gregos.

Algumas pérolas merecem ser referidas : O esforço inaudito dos gregos, não reformando coisa nenhuma, não cumprindo nada ou quase nada do acordado para o empréstimo.
O saque do que ainda pode ser saqueado,está completo. Que lindo saque para a Europa, da aventura grega. Toda a gente se fartou de ganhar com a Grécia, um país rico e próspero e rico, só esperando ser saqueado pela pérfida Alemanha.
Quanto às comparações com Portugal, não têm razão de ser. Os indicadores estão a melhorar, muitos portugueses falam da crise, por ouvir dizer, entre os quais DO, que suponho que não viu o seu ordenado ser cortado e que continua com a sua vida normal, só com o IVA a afectá-lo.
Quem se tramou foram os funcionários e os pensionistas, o resto é conversa. E os que foram despedidos , por desaceleração da economia.

Quase todos os papagaios que nos aborrecem com as suas histórias de crise, nos jornais e na TV, continuam recebendo os seus honorários, idealizando a miséria alheia......
Re: Recorrências
Re: Recorrências
É preciso combater a ignorância
Re: Recorrências
Re: Recorrências
Re: Recorrências
Recorrências:Sócrates vem aí explicar o Freeport!
É preciso combater a ignorância
Re: Recorrências
Re: Recorrências
Re: Recorrências
Ignorar é asneirar
A VERDADE
A VERDADE, é que ESTAMOS EM GUERRA!!!

O ESTADO está REFÉM dos interesses privados!!! Isto não é apanágio de Portugal, nem da UE, mas é a consequência de décadas de desregulação financeira e de PROPAGANDA que levaram uma grande maioria de pessoas a acreditar nos benefícios da INICIATIVA PRIVADA, do "empreendedorismo" e do Neo-Liberalismo, num Mundo dominado pelas teorias económicas e financeiras anglo-saxónicas que Thatcher e Reagan abraçaram no início dos anos 80!!!

Com o Acto Único e Maastricht, a UE abandonou os princípios de solidariedade e cooperação em que se baseara a CEE, e virou-se para a "concorrência e competitividade num espaço sem fronteiras" que iriam conduzir à "democracia de mercado".

Estão a conduzir, ISSO SIM, a uma nova forma de DITADURA e de EXCLUSÃO SOCIAL de que ainda nem podemos vislumbrar as VERDADEIRAS CONSEQUÊNCIAS, e com que teremos de viver ainda por MUITAS DÉCADAS!!!

O grande princípio da IGUALDADE DE DIREITOS herdado da Revolução Francesa e que está na base de todas as DEMOCRACIAS foi abandonado a favor da "meritocracia" e da pretensa liberdade conferida pela imagem do "empreendedor" que pelo seu esforço se torna milionário, criando uma sociedade DIVIDIDA entre os que supostamente "SE ESFORÇAM" e os que "NÃO TRABALHAM", partindo da FALÁCIA de que TODOS TÊM AS MESMAS CAPACIDADES!!!

A ESCOLHA é continuar em direcção ao ABISMO, OU ROMPER COM ESTE STATU QUO, declarar INCUMPRIMENTO, SAIR DA UE E DO EURO, e ENCONTRAR OUTRO CAMINHO!!!
Re: Tem toda a razão!
Re: Tem toda a razão!
O que vale é que por cá vai havendo juízo
Quer queira, quer não queira, DO assiste a um arrumar, vagaroso (mas já se sabia que iria ser demorado) das contas Portuguesas.

Como nada tem de útil em apresentar aos Portugueses, faz então mais uma croniqueta de escárnio e maldizer.

Triste e sofrível a hipocrisia demagógica de DO.
Nem Syriza nem Louçã!
Louçã,o manda chuva do Bloco pôs-se em bicos de pés,foi a Atenas apoiar o Syriza e já sonhava ver Portugal seguir o mesmo caminho.Mas enganou-se redondamente: em Portugal o Bloco está em queda livre , o PS fora do poder e a Grécia derrotava a extrema esquerda escolhendo o caminho da Europa.
Os Povos já não não querem aventuras e por muitos problemas que existam no velho continente, a solidariedade entre os seus Povos é a estrada a continuar ,sem nos metermos em atalhos que fatalmente levariam ao precipício e á tragédia!
Verifique o indicador de Altitude!!!
a "esquerda" protege os malandros?
Re: a
Re: Nem Syriza nem Louçã!
Catástrofe
O cenário é de catástrofe anunciada porque as receitas aplicadas de nada serviram a não ser para empobrecer os mesmos e enriquecer mais aqueles que estão na origem da crise. O governo encomendou a análise a um laboratório não certificado e os resultados que determinaram as decisões estavam errados, tratou-se com quimioterapia o que passava com umas aspirinas e a morte do doente está anunciada, com o funeral marcado. Na Grécia, como em Portugal, não acusem quem não esteve no poder.
Os Alemães são maus, mas não são tolos!!
As palavras do Ministro da Economia Alemão são uma constatação de facto e não uma ameaça.
O perdão da dívida Grega, 53% mais propriamente, tocou a todos, mas em especial aos Alemães, com a sua Banca a levar um forte abanão. Essa dívida hoje já não existe, pois foi incorporada como um "prejuízo" por aqueles que emprestaram dinheiro aos Gregos.
Ou seja, os Alemães muito mais pragmáticos do que o DO, deixaram de sonhar em poder vir a receber esse dinheiro. O Syriza e nosso articulista continuam a pensar que bom bom era o perdão total, pois quem emprestou à Grécia não o fez por solidariedade mas para ganhar dinheiro e isso é "pecado".
A banca Portuguesa, se bem que menos exposta, também levou por tabela.
Hoje os Alemães estão muito protegidos ao risco do que se vier a passar na Grécia.
Mas não dramatizemos. Os Gregos não morrerão à fome porque a Esquerda Europeia erguer-se-à e fará o favor de emprestar as suas economias aos Gregos. A começar pelo Sr. Hollande e os seus pares!
É preciso combater a ignorância
Re: Os Alemães são maus, mas não são tolos!!
E o Champanhe correu na Rua da Palma
Quando se soube esta noticia.

Loução está contente, pois ao falir e ao não pagar os salários e as pensões, o governo grego vai ser corrido e para o poleiro vai o Siriza e no dia seguinte, como nós sabemos, paraíso na Terra será a Grécia.

Com o Siriza, os gregos vão receber 20 salários por ano;
Com o Siriza, os Gregos começarão a trabalhar aos 25 e a reformar-se aos 30 (Os cabeleireiros aos 27);
O salário mínimo na Grécia passará a ser igual ao Alemão;
O Siriza vai acabar com descriminações tais como subsidios de cegueira para todos e não apenas para cegos.

Χαμογελάστε ελληνική, παράδεισος είναι προ των πυλών.
Οι τραγούδι αύριο θα φτάσει στην Αθήνα
Re: E o Champanhe correu na Rua da Palma
Re: E o Champanhe correu na Rua da Palma
Re: E o Champanhe correu na Rua da Palma
É preciso combater a ignorância
A ver se a gente se entende
Naturalmente que, se seguissemos os seus conselhos, a esta hora estaríamos no mesmo barco que os gregos. Que diga-se, am abono da verdade, já deveriam ter saído há muito tempo da moeda única - Nunca se esforçaram para cumprir as metas que lhes foram propostas;
-desde que entraram na moeda única que sempre mentiram sobre as suas contas públiacs.
A paciencia tem limites,e a europa tem tido imensa paciencia com estes gregos, que nada mais têm feito que desestabilizar a economia europeia.
Se eu fosse grego, e vivesse com 15 salários, escola paga para os meus filhos (se fosse funcionario publico, até à universidade era tudo à borla), areendamentos baixos, naturalmente que, quando o Estado entrou em bancarrota, teve que pedir ajuda e cortar, mas cortar a sério. Resultado, revolta social! lógico! o que esses "revoltosos" se esqueceram é que,a culpa, a única culpa dessa situação só pode ser assacada a eles- porque eles é que se habituaram a viver "à grande e à francesa", acima, muito acima das possibilidades deles. Os politicos, e sucessivos governos, só ajudaram a enterrar mais um povo enebriado com a boa vida,até ao descalabro total...
Ora,se em Portugal seguirmos essas tendencias de nada fazer, acabaremos de forma igual. Mas,ao contrario dos Gregos, temos sido um povo comprometido com as nossas obrigações!Por muito que nos custe,e custa muito,mas não somos gregos!aliás,há já bastante tempo que nos demarcamos de comparações com eles... por muito que isso custe ao BE!
É preciso combater a ignorância
Re: A ver se a gente se entende
Re: A ver se a gente se entende
Gregos , Alemães & Co.

Depois de Rosler ter afirmado que a falência e a consequente saída da Grécia da Zona Euro não "assustavam ninguém", já nada me surpreende.
Não consigo entender onde DO quer chegar, mas a situação parece clara: semelhante afirmação é um acto de profundo desespero, que já não se percebe se se destina a acalmar os alemães, os mercados, os europeus ou o público em geral, misturado com um último apelo aos gregos para fazerem qualquer coisa, não se sabe bem o quê.

DO passa ao lado da questão na maior parte dos pontos principais. Isto já nada tem a ver com o Syrisa ou com o facto de sermos os próximos ou não.
O cerne da questão é este: um por um vai haver sempre "o próximo", até atingir o ponto crítico em que não haverá "um próximo" mas "os próximos", isto é, os que sobrarem.

Então cairá por terra o Mito dos países cumpridores e solventes. Só é cumpridor e solvente o país da zona euro que se conseguir financiar a juros aceitáveis, o que, como tem sido bastamente provado é uma situação conjuntural e sujeita a critérios subjectivos.

E esta é talvez a consequência menos assustadora da falência grega. A pior será sem dúvida a dimensão política e social. Sem economia não há União e sem União voltaremos à geografia tribal.

Se há 20 anos atrás alguém me afirmasse que um dia iria pensar o que penso hoje a minha resposta seria a natural gargalhada.

Hoje penso:
"Benditas armas nucleares."
     
Re: Gregos , Alemães & Co.
13 TRILIÕES DE LIBRAS ESTERLINAS!!!
Acabou de ser publicado um Estudo que indica que nos chamados "Paraísos Fiscais" (essencialmente as Ilhas Caimão e a Suíça) se encontram depositados 13 TRILIÕES DE LIBRAS ESTERLINAS SONEGADAS AO FISCO PELOS INVESTIDORES INTERNACIONAIS!!!

guardian.co.uk/business/2012/jul/21/global-elite-tax-offshore-economy

É PARA AÍ QUE VAI TODO O DINHEIRO QUE NOS ROUBAM, não só por não pagarem aos Estados os impostos que deviam reverter em BENEFÍCIO DE TODOS, como ATRAVÉS DA ESPECULAÇÃO BANCÁRIA!!!

QUEM, MUITO HONESTAMENTE, OU PORQUE ACHA QUE SE FORMOS "BEM COMPORTADOS" IREMOS SER AJUDADOS PELA UE E PELO FMI (olhem para a Grécia) pensa que devíamos "pagar as Dívidas", ESQUECE-SE de que a MAIOR PARTE DESSAS DÍVIDAS não foi dinheiro GASTO, MAS SIM RESULTA DAS ACUMULAÇÕES DE JUROS USURÁRIOS ACIMA DOS 5 e 6% que nos são aplicados por quem se financiou entre 1 e 1,5%!!!!!!!!!!

Olhando para o ORÇAMENTO DO ESTADO, é óbvio que A MAIOR PARTE DAS NOSSAS DESPESAS ACTUALMENTE já não são com os Funcionários Públicos ou com a Saúde, MAS SIM COM A DÍVIDA!!!

No ano passado importámos 6,8 mil milhões em COMBUSTÍVEIS, mas pagámos VÁRIAS VEZES ISSO EM JUROS E AMORTIZAÇÕES, e no estado actual das coisas isso continuará por mais 30 ANOS!!!

A SAÍDA PREVISÍVEL DA GRÉCIA, VAI AUMENTAR AS NOSSAS TAXAS DE RISCO E DE JURO!!!

SE SAIRMOS DA UE E DO EURO, haverá muito menos limitações ORÇAMENTAIS, e com uma moeda desvalorizada as nossas EXPORTAÇÕES E O TURISMO VÃO DISPARAR EXPONENCIALMENTE!!!
Re: disparate!
Re: disparate!
Re: disparate!
Re: disparate!
contagem-decrescente-para-o-terrivel-mes-de-setemb
Alguém contará um dia e condenará a irresponsabilidade que for cometida, tal como se conta hoje e se condena o holocausto e a grande guerra. São assim as decisões dos dirigentes que implicam a história de Humanidade e o seu percurso. A Europa, mas também o Mundo pode estar a ser vitima de dirigentes irresponsáveis, que vão provocar além de muito sofrimento um atraso no Mundo, que será uma catástrofe. Ninguém vai ficar a salvo e se hoje há Países que estão bem, num Mundo globalizado serão todos afectados. A Alemanha exporta para os parceiros da Europa 60% e os Países emergentes já estão em desaceleração. Mesmo Países com a Argentina na América à Nigéria na África e todos os outros estão a sentir na pele a crise Europeia, que passará a ser global. Seja qual for o desenlace o sofrimento vem aí, a questão é saber qual vai causar mais mortes e feridos.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/lula-da-silva-entrevista-rtp2.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/05/victor-gaspar-e-medina-carreira.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/alemanhaque-falta-de-memoria.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/apelo-do-dr-rath-as-pessoas-da-alemanha.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/alemanha-ganha-se-pedir-dinheiro.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/o-euro-e-os-custos-de-financiamento.html
Re: contagem-decrescente-para-o-terrivel-mes-de-se
Re: contagem-decrescente-para-o-terrivel-mes-de-se
Eu não vou ficar á espera do mês de Setembro!
Eu não vou ficar á espera do mês de Setembro!
A mim o que me preocupa menos, são os misseis que a Rússia vai plantar na Acrópole, apontados à Alemanha, como se eles já não os tivessem desde o tempo da Guerra fria.
Mas segundo as ultimas informações de um agente nosso, "o rosinha do adro", nome de código diga-se, também nós podemos vir a ter misseis apontados a Portugal, da S. Caetano à Lapa ao Largo do Caldas.
Vou transferir o meu "laranjal" para Marrocos e montar uma tenda em Marraquexe, que isto por aqui vai ficar perigoso.

Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , ontem às 16:23

A saída da Grécia do Euro seria pior a emenda que o soneto na minha opinião.
Podia acabar por sair também da União e virar-se para a
Rússia que deve estar desejosa para instalar misseis no seu território. Paga assim na mesma moeda o que lhe fizeram com os da Polónia.

Re: Eu não vou ficar á espera do mês de Setembro!
O efeito de contágio da Grécia é nulo!
Neste momento o efeito de contágio da Grécia é nulo! Isto porque os investidores há muito que colocaram a desconto, ou seja se prepararam, para o pior cenário que é o incumprimento da Grécia. Por isso aconteça o que acontecer na Grécia não terá o mais pequeno efeito na crise do Euro.(*)

Isto significa que a Grécia perdeu todo e qualquer poder de chantagem sobre a UE do tipo "façam o que nós quisermos que se não acabamos com o Euro e a UE". Uma chantagem "à lá Syrisa" que fico bem patente nas últimas eleições Gregas.

Em minha opinião a mensagem do Ministro Alemão da Economia tem esta tradução clara: meus Senhores, perderam o poder de chantagem. Façam o que fizerem não incomodam. O vosso destino está nas vossas próprias mãos. Se quiserem a ajuda têm de cumprir!

Esta é uma mensagem dura de facto, mas um País (leia-se os políticos do País ...) que não sabe honrar compromissos apesar de ter tido o maior perdão de dívida da história, não poderia espera outra coisa.

(*) a verdadeira ameaça ao Euro são a Itália e em particular a Espanha. O resto (Grecia, Portugal, Irlanda) não conta.
Re: O efeito de contágio da Grécia é nulo!
DO
O meu lamento é que existem culpados para esta situação, e que na vez de estarem a expiar os seus crimes, estão a viver do espólio à grande e à francesa e com a justiça a ser a maior culpada.
E o resto DO?
Portugal está de facto a mudar para algo diferente. Muito mais à custa dos sacrifícios dos portugueses (patrões, empregados, pensionistas e desempregados) que têm aguentado a ressaca de forma invejável, do que deste governo e do anterior.

As empresas viraram-se para o exterior como nunca o fizeram, e ter uma balança comercial positiva é uma notícia de que muito poucos em Portugal têm idade para se lembrar.

Os desempregados e jovens emigraram em massa resolvendo os seus problemas e ganhando dinheiro e CV que possivelmente nos poderá ser muito benéfico a todos no futuro, em especial se criarmos as condições para que possam voltar um dia.

A paz social tem-se mantido com grande mérito dos sindicatos que conseguem meter 100.000 pessoas nas ruas mas fazem-no de forma ordeira sem destruir as ruas, os carros ou intimidando o turismo do qual o país tanto depende.

O INE mantém a sua independência calculando os números de todos os indicadores sem se deixar pressionar por ninguém, dando garantias aos que os analisam de que - bons ou maus - são verdadeiros.

O consumo retraiu-se e a poupança particular aumentou, o que mostra que os portugueses compreenderam e levaram a sério a mensagem de que estávamos a gastar mais do que podíamos.

Temos muito pouco que ver com a Grécia. Não estamos livres de perigo, mas o nosso comportamento em relação à crise tem sido diametralmente oposto.

oreivaivestido.blogspot.com
Re: E o resto DO?
Re: E o resto DO?
Re: E o resto DO?
Re: E o resto DO?
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Re: E o resto DO?
Re: E o resto DO?
Re: E o resto DO?
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