Consultório de 17 de maio

Uma questão em jeito desabafo, com "tirinhos" e "munições", fez refletir António Lucena de Faria, especialista em criar startups. Respondeu com o "livro de instruções".

Consultório de 17 de maio

Analisando as ideias e os propósitos concluo sempre que efetivamente há um enorme potencial inovador e empreendedor na forma e conteúdo, mas estendemo-nos ao comprido nos métodos. Quero com isto dizer que não seremos ouvidos no meio de tanto ruído a dar tirinhos de pressão de ar. Precisamos é de um canhão para nos fazermos ouvir. Diria que temos o canhão, munições, alvos e artilheiros, mas ninguém se lembrou do livro de instruções pelo que não sabemos como disparar. (enviado por Rogério Puga)

O Energia de Portugal tem como objetivo ajudar as pessoas a criarem startups de sucesso, seguindo uma metodologia inovadora, que assenta na definição de um modelo de negócios, na sua validação através do confronto dos pressupostos do modelo com os potenciais clientes e na adaptação do modelo em função das respostas obtidas. A metodologia FastStart funciona como o "livro de instruções" para os participantes, permitindo que pessoas com poucos conhecimentos de gestão desenvolvam as suas ideias de negócio. Há ainda muito a fazer em Portugal para promover o empreendedorismo, são precisos mais "artilheiros" e mais "munições", mas o Energia de Portugal é um sinal claro que as coisas estão a mudar, que começamos a acreditar que cada um de nós pode contribuir para um futuro melhor para todos.

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Livro de instruçoes
Grato pela resposta ao comentário. Considero-a adquada e reconheço, por experiência própria, a importância e valor do trabalho que estão a desenvolver. Devo dizer que sou o fundador duma pequena empresa que completará este ano 20 anos de actividade e que tudo seria diferente se à época disposesse do, sempre pouco, conhecimento e experiência que fui adqurindo ao longo dos anos.
Ficou porém sem resposta, ou livro de instruções, de como se dispara o canhão. A questão é saber, nesta altura do campeonato o que nos é mais favorável e rentável. A título de exemplo e pegando na vossa iniciativa interrogo-me do que seria melhor fazer com os 50000 disponiveis: investi-los em 50 pequenos starups para consumo interno ou apostar num grande projecto aglomerador de conhecimentos e experiências, partilhá-los e fazermo-nos representar ao mais alto nível (governamental) aos interessados. Entenda-se que não quero dizer que não serão ambos da maior importância tenha-mos é a tão necessária coragem e isenção de valaiar-mos e quantificar os resultados da escolha que temos vindo a previligiar nos, pelo menos, últimos 10 anos.
Como já tive oportunidade de lhe dizer é possível, e mais simples do que possa pensar por em marcha um projeto destes se houver vontade política e seriedade inteletual.

Rogério Puga